9 de julho de 2007

Que filme...

Realmente, o filme "O nome da rosa" é tudo de bom. Ainda mais neste atual estágio intelectual da minha vida. O filme mostra claramente o momento de passagem da "filosofia" cristã para a filosofia terrena, e seus respectivos embates. Tudo do jeito que Luc Ferry fala em seu livro. É simplesmente excitante demais ver como a coisa, provavelmente, se desenrolou.

Em um futuro próximo escrevo mais sobre o assunto, já que são 23:11 h e hoje quero dormir mais cedo para poder acordar cedo amanhã e passar as pautas a limpo. A título de "aperitivo", deixo um pequeno diálogo presente ao final do filme.

- Mas O que é tão alarmante em relação ao riso?

- O riso mata o temor. Sem o temor, não pode haver fé. Pois, sem temer o demônio, não há necessidade de Deus.

- Mas não eliminarás o riso eliminando este livro.

- Certamente que não. O riso continuará sendo a recreação do homem comum. Mas o que acontecerá se, graças a esse livro, homens cultos admitirem ser permissível rir de tudo? Podemos rir de Deus? O mundo entraria em caos.

Ou seja, o "homem comum" não pode sorrir nem se divertir porque isto o afasta de Deus. Quem é o representante de Deus na Terra durante a Idade Média? É a Igreja. Se o homem se afasta de Deus, o homem se afasta da Igreja. Se o homem se afasta da Igreja, esta perde seu poder mundano. Ora! Mas a Igreja não seria a responsável apenas pelas coisas divinas, deixando o mundano para o ser humano "comum"? Para bom entendedor, meia palavra basta...

Obs.: O livro ao qual o diálogo se refere é a Poética, de Aristóteles. Mais sobre este livro clicando aqui (em inglês).


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