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30 de setembro de 2009

Coisas da vida

9 de agosto de 2009

Para pensar

Quando volvemos a mente para Deus, começamos a nos aprimorar.

Embora Deus esteja dentro de nós, devemos volver nossa mente para Ele, pois Deus não nos orienta à revelia. Quando volvemos nossa mente para Deus e entramos em sintonia com Ele, somos orientados por Sua sabedoria, e, então, todas as nossas idéias trazem bons resultados.

6 de agosto de 2009

As coisas como elas são

É claro que nem sempre as coisas acontecem como queríamos que acontecessem. Existem momentos em que sentimos que estamos bus­cando algo que não está reservado para nós, dando murros em portas que não se abrem, esperando milagres que não se manifes­tam.

Ainda bem que as coisas são assim - se tudo andasse como a gente quer, em breve não íamos ter mais assunto para escrever o roteiro dos nossos dias. Este roteiro é feito de nossos sonhos como alimento, mas de nossa luta como energia. E como sempre acontece com os guerreiros que gastam sua energia no Bom Combate, há momentos em que é melhor relaxar, e acreditar que o Universo continua trabalhando por nós em segredo, mesmo que não possamos compreender.

Deixemos, portanto, que Alma do Mundo cumpra sua missão, e quando não podemos ajudá-la, a melhor maneira de colaborar com ela é prestar atenção às coisas simples da vida - no pôr do sol, nas pessoas que passam na rua, na leitura de um livro.

Entretanto, em muitos casos o tempo continua passando, e nada de excepcional acontece. Mas o verdadeiro guerreiro da luz acredita. Assim como as crianças acreditam.

Porque crê em milagres, os milagres começam a acontecer.

Porque tem certeza que seu pensamento pode mudar sua vida, sua vida começa a mudar.

Porque está certo que irá encontrar o amor, este amor aparece.

De vez em quando, se decepciona. Às vezes, se machuca.

E então escuta os comentários: "como é ingênuo!"

Mas o guerreiro sabe que vale o preço. Para cada derrota, tem duas conquistas a seu favor.

Em um interessante e minúsculo livro, “O Breviário da Cavalaria Medieval”, há um texto que deve ser lembrado nestes momentos de espera:

"A energia espiritual do Caminho utiliza a justiça e a paciência para preparar teu espírito.

“Este é o Caminho do Cavaleiro. Um caminho fácil e ao mesmo tempo difícil, porque obriga a deixar de lado as coisas inúteis, e as amizades relativas. Por isso, no começo, sente-se tanta hesitação em segui-lo.

"Eis o primeiro ensinamento da Cavalaria: tu irás apagar o que até então tinhas escrito no caderno de tua vida: inquietação, insegurança, mentira. E iras escrever, no lugar disto tudo, a palavra coragem. Começando a jornada com esta palavra, e seguindo com a fé em Deus, chegarás onde precisas."

Mesmo assim, às vezes continuamos esperando – com paciência, resignação, coragem – e as coisas a nossa volta não se movem. Mas como foi esta a estrada que escolhemos, é impossível que as bênçãos da vida não estejam trabalhando a nosso favor. Cabe, portanto, uma profunda reflexão sobre aquilo que chamamos de “resultados”: nosso destino está se manifestando de uma maneira que não chegamos a compreender totalmente – mas está se manifestando! Jorge Luís Borges tem um conto magistral a este respeito.

Descreve o nascimento de um tigre que passa grande parte de sua vida na selva africana, mas termina sendo capturado e levado para um zoológico na Itália. A partir dali, o animal pensa que sua vida perdeu o sentido, e nada mais resta que esperar o dia de sua morte.

Uma bela manhã, o poeta Dante Alighieri passa por aquele zoológico, olha o tigre, e o animal inspira um verso - no meio de milhares de versos - da "Divina Comédia".

"Toda a luta pela sobrevivência que aquele tigre travou, foi para que pudesse estar aquela manhã no zoológico, e inspirar um verso imortal", diz Borges.

Assim como este tigre, todos nós temos uma razão - uma razão muito importante - para estarmos aqui, neste momento, nesta manhã.

Relaxe, portanto. E preste atenção.

:)

No ser humano está latente a força infinita.

Empenhe-se totalmente naquilo que deseja realizar. Desse modo, conseguirá exteriorizar cada vez mais a sua força infinita. Não se considere insignificante ou fraco(a). Confie em si próprio(a), em seu Deus interior, na força infinita oculta em você. Deus não está num lugar distante, mas dentro de todos nós. Ao confiarmos inteiramente na força latente em nós, passamos a manifestá-la.

15 de junho de 2009

Concordo

O amor verdadeiro provém do amor divino, da misericórdia búdica, e está no âmago do ser humano desde o princípio. Para manifestá-lo, é imprescindível eliminar o apego. Apegar-se é ficar preso a algo ou alguém, o que implica perda da liberdade mental, e impede a manifestação do amor verdadeiro e da sabedoria inerentes à essência do ser humano.

12 de junho de 2009

Mente criadora

(Original aqui.)

A mente humana precisa ser educada, e isso se realiza pela persistência na aspiração a unir-se com o centro da própria consciência e na intenção de não se deixar conduzir só pelo mecanismo dedutivo intelectual. Uma das funções da mente é a de elevar a vibração das células cerebrais, o que resulta da convergência dos pensamentos para temas elevados. Tendo cumprido essa função, deve renunciar ao predomínio sobre a pessoa, a fim de não se tornar obstáculo ao conhecimento intuitivo, que vem de plano de consciência superior.

A mente, com seu poder de análise e dedução, vê tanto o positivo quanto o negativo, e então julga. Mas é quando enfocamos os lados mais positivos de alguma pessoa ou dos fatos da vida que somos auxiliados na correta formação da mente. É assim que aprendemos a transcendê-la rumo a uma nova percepção. É assim que a agudeza e a capacidade crítica se transformam no dom de captar a Realidade.

O nascimento de uma nova consciência inclui reestruturar a mente. Isso não significa apenas reordená-la, mas sobretudo transmutá-la, e torna-se possível pela concentração no mundo interior e pelo serenamento do raciocínio.

Para ter paz, a mente precisa reconhecer algo superior que a possa ampliar. Precisa deixar de ser complacente com as tendências que em geral cultiva. Sua capacidade de concentração nasce da renúncia voluntária ao que a atrai e dispersa. É fruto da vontade, da decisão de manter-se em vibrações superiores, decisão de selecionar a faixa de energias em que a consciência deve polarizar-se.

Ainda que a mente seja campo de conflito para o homem de hoje, pode transformar-se em campo de serviço. Conforme lei bem conhecida, “a energia segue o pensamento”. Essa lei contém a semente do processo criador-destruidor no mundo material para o homem. E no cosmos, para as entidades espirituais.

A mente racional é incapaz de transcender a si mesma. Mas quando tocada por energias maiores, pode com elas co-criar.

5 de junho de 2009

O controle da mente

Depois de ter vencido muitos concursos de arco e flecha, o campeão da cidade foi procurar o mestre zen.

“Sou o melhor de todos”, disse. “Não aprendi religião, não procurei ajuda dos monges, e consegui chegar a ser considerado o melhor arqueiro de toda região. Soube que, durante uma época, o senhor foi o melhor arqueiro da região, e pergunto: havia necessidade de virar um monge para aprender a atirar?”

“Não”, respondeu o mestre zen.

Mas o campeão não se deu por satisfeito: retirou uma flecha, colocou em seu arco, disparou, e atingiu uma cereja que se encontrava muito distante. Sorriu, como quem diz: “o senhor podia ter poupado o seu tempo, dedicando-se apenas à técnica”.

E disse: “Duvido que o senhor repita isso”.

Sem demonstrar a menor preocupação, o mestre entrou, pegou seu arco, e começou a caminhar em direção a uma montanha próxima. No caminho, existia um abismo que só podia ser cruzado por uma velha ponte de corda apodrecida, quase despencando: com toda a calma, o mestre zen foi até o meio da ponte, tirou seu arco, colocou a flecha, apontou uma árvore do outro lado do despenhadeiro, e acertou o alvo.

“Agora é você”, disse gentilmente para o rapaz, enquanto voltava para terreno seguro.

Aterrorizado, olhando o abismo aos seus pés, o jovem foi até o lugar indicado, atirou, mas sua flecha aterrissou muito distante do alvo.

“Para isso valeu a disciplina e a prática da meditação”, concluiu o mestre, quando o rapaz voltou para o seu lado.

“Você pode ter muita habilidade com o instrumento que escolheu para ganhar a vida, mas tudo isso é inútil, se não consegue dominar a mente que utiliza este instrumento”.

3 de junho de 2009

Pensamentos

"There is only one inborn erroneous notion ... that we exist in order to be happy ... So long as we persist in this inborn error ... the world seems to us full of contradictions. For at every step, in great things and small, we are bound to experience that the world and life are certainly not arranged for the purpose of maintaining a happy existence ... hence the countenances of almost all elderly persons wear the expression of ... disappointment."

"Hatred is a thing of the heart, contempt a thing of the head. Hatred and contempt are decidedly antagonistic towards one another and mutually exclusive. A great deal of hatred, indeed, has no other source than a compelled respect for the superior qualities of some other person; conversely, if you were to consider hating every miserable wretch you met you would have your work cut out: it is much easier to despise them one and all. True, genuine contempt, which is the obverse of true, genuine pride, stays hidden away in secret and lets no one suspect its existence: for if you let a person you despise notice the fact, you thereby reveal a certain respect for him, inasmuch as you want him to know how low you rate him — which betrays not contempt but hatred, which excludes contempt and only affects it. Genuine contempt, on the other hand, is the unsullied conviction of the worthlessness of another."

Arthur Schopenhauer

2 de maio de 2009

Reflexões

(Não fui eu quem escreveu.)

Há aproximadamente 7 bilhões de pessoas neste planeta. Cada um deles é único, diferente.

Quais as chances disso? E por quê? É a simples biologia, fisiologia, que determina essa diversidade? Uma coleção de pensamentos, memórias, experiências que criam nosso próprio lugar especial? Ou é algo mais que isso?

Talvez exista um plano maior, que dirige a aleatoriedade da criação. Algo misterioso, que reside na alma, e se apresenta a cada um de nós com um conjunto de desafios único, e que nos ajudará a descobrir, quem realmente somos.

Estamos todos conectados. Unidos por uma teia invisível. Infinita no seu potencial, e frágil na sua estrutura. No entanto, enquanto conectados, somos também meros indivíduos. Seres vazios para ser preenchidos com infinitas possibilidades. Uma variedade de pensamentos, crenças. Uma coleção de memórias e experiências desordenadas.

Poderei ser eu sem isso? Poderá você ser você?

E se essa teia invisível que nos une quebrasse, acabasse... E depois? O que seria de bilhões de almas solitárias e desconectadas? Aqui reside o maior desafio das nossas vidas: descobrir, conectar... Resistir.

Enquanto nossos corações forem puros e nossos pensamentos sãos, seremos realmente um todo, capazes de consertar o nosso frágil mundo, e criarmos um universo de possibilidades infinitas.

24 de abril de 2009

Um meio ou uma desculpa

(Roberto Shinyashik) 

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tira ninguém de onde está.

Em verdade, a ilusão é combustível dos perdedores pois..."Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."


21 de abril de 2009

Relembrando...

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."

Mateus 6.34


13 de março de 2009

...

... Ah, e tudo porque partes da minha vida são fundamentadas no desânimo, na quase insatisfação decorrentes da incompetência e da limitação da visão de outros, e isso traz impacto sobre mim.

Mas com outras partes é o contrário, a empolgação está alta, as expectativas também, o que dá uma fundamentação maior à esperança de que algo novo vai acontecer.

Porém, mesmo esta empolgação cede quando vejo o grau de degradação da sociedade de maneira geral, e isso me desanima de novo...

Por que é tão difícil realizar certas mudanças?

26 de fevereiro de 2009

:)

Um dia sem sorrisos é um dia perdido.

4 de fevereiro de 2009

Para pensar... E agir

A mudança é a lei da vida. Apegar-se ao velho apenas nos traz sofrimento.

Para pensar... E agir

3 de fevereiro de 2009

No Presente Momento...

(Original aqui.)

em que a violência e os conflitos assolam as cidades do mundo inteiro, cabe-nos criar em nosso interior e no ambiente em que estamos um campo propício para as sementes de um novo modo de vida. Os que se empenham sinceramente nisso precisam saber que tudo o que realizarem externa ou internamente deve ter como fim construir a etapa vindoura ou facilitar sua manifestação. Que busquem acertar, sem temer o erro. Quem se resguarda por medo nada pode fazer de válido. Quem se ressente de uma perda revela ter ainda de vencer a própria ambição.

A consciência subsiste além do tempo, da história e da vida material; é livre para alçar vôo à sua Morada. E devemos saber que o novo não está no que esperamos, mas na realidade que do profundo do ser emerge a cada instante se estivermos receptivos, atentos e destemidos.

Se percebermos a infinidade de situações que indicam ser a vida superior a única opção para nós atualmente, se compreendermos que tudo concorre para levar-nos a despertar para estados de consciência inéditos, em que conflitos não existem, veremos concretizada boa parte do Plano Evolutivo traçado para este mundo.

Encontramo-nos diante da perspectiva de viver tempos de glória, mesmo em meio à desordem que tanto se difunde na face da Terra. Uma verdadeira irmandade, formada em níveis de existência superiores, já se dá a conhecer, enquanto relacionamentos meramente humanos deixam de satisfazer as aspirações.

As ondas do mar vão e vêm, mas o oceano permanece.

16 de janeiro de 2009

Para pensar

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver asárvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite que achamos melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo quea gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam sentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.).Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

7 de janeiro de 2009

De certas construções

(Original aqui.)

Reparem como certas palavras foram construídas para nos mostrar claramente o que querem dizer, embora nem sempre aprendamos o que elas nos ensinam.

Tomemos, por exemplo, a palavra “preocupação”, e dividimos em duas: pre-ocupação. Significa ocupar-se de uma coisa antes que ela aconteça. Quem, em todo este Universo, pode ter o dom de ocupar-se de uma coisa que ainda não aconteceu?

Portanto, nunca se preocupe. Esteja atento ao seu destino e ao seu caminho. Aprenda tudo que precisa aprender para manejar bem a espada da luz que lhe foi confiada. Repare como lutam os amigos, os mestres, e os inimigos. Treine bastante, mas não cometa o pior dos erros: acreditar que sabe qual o golpe que o adversário vai aplicar.

A vida é o inesperado. Um guerreiro da luz nunca se preocupa. Ele conhece o manejo da espada, mas não gasta seu tempo e sua energia lutando contra a própria imaginação.

29 de dezembro de 2008

Para pensar

Como o ser humano é besta.

Não importa se havia 6 toneladas ou 6 gramas de cinzas no campo de concentração.

Havendo qualquer milésimo de grama que veio de um ser humano queimado pelos motivos dados pelos nazistas, isso já é um absurdo. E qualquer comentário para além disso é apenas "masturbação mental".

Uso a frase do Stalin pra falar do assunto: "Uma pessoa morta é uma tragédia. Um milhão de pessoas mortas é uma estatística."

PS: Eu realmente passei a achar que só quem visita um campo de concentração compreende o que foi aquilo. Apenas os livros não dão conta de passar a realidade do negócio.

28 de dezembro de 2008

...

Todo mundo sabe que cinza é algo extremamente leve. Acho até que é mais leve do que o material original, independentemente daquilo no que você está botando fogo.

Agora imaginem a situação: vocês indo visitar um campo de concentração. Todos sabemos o que aconteceu em um campo de concentração, e de longe a chaminé do crematório é visível e você já sabe o que está por vir.

E, no meio de um monte de coisas horríveis que são faladas sobre fatos acontecidos no lugar, uma me chamou a atenção: quando os soviéticos liberaram o campo de concentração de Sachsenhausen, ao norte de Berlim, eles encontraram 6 toneladas de cinzas perto do crematório.

Seis toneladas de cinzas. Cinzas humanas, é claro, dos prisioneiros (de todos os tipos) que foram queimados no campo de concentração.

Como eu disse, cinza é algo leve. Agora imaginem o quanto de gente não foi queimada para dar origem a 6 toneladas de cinzas...