COELHO, Paulo. A bruxa de Portobello. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2006. Pág. 168.
29 de janeiro de 2007
Frases
"Quando estiver lavando pratos, reze. Agradeça pelo fato de que tem pratos para lavar; isso significa que ali já esteve comida, que alimentou alguém, que cuidou de uma ou mais pessoas com carinho -- cozinhou, colocou a mesa. Imagine quantos milhões de pessoas neste momento não têm absolutamente nada para lavar, ou ninguém para quem preparar a mesa."
COELHO, Paulo. A bruxa de Portobello. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2006. Pág. 168.
COELHO, Paulo. A bruxa de Portobello. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2006. Pág. 168.
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27 de janeiro de 2007
Libéria
Libéria, oficialmente a República da Libéria, é um país da costa oeste da África. É limitado a norte por Serra Leoa e pela Guiné, a leste pela Costa do Marfil e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. A sua capital é a cidade de Monróvia. A Libéria ("Terra Livre") foi fundada no século XIX por escravos libertos dos Estados Unidos, não tendo conhecido o domínio colonial. Recentemente, o país passou por duas guerras civis: a Primeira Guerra Civil, de 1989 a 1996, e a Segunda Guerra Civil, de 1999 a 2003. Ambas expulsaram milhares de suas casas e destruíram a economia do país (informações e imagens tiradas da Wikipédia).- População: 3.042.004 (est. Julho 2006)
- Taxa de mortalidade infantil: total: 155,76 mortes/1.000 nascimentos; homens: 171,96 mortes/1.000 nascimentos; mulheres: 139,06 mortes/1.000 nascimentos (est. 2006)
- Expectativa de vida ao nascer: população total: 39,65 anos; homens: 37,99 anos; mulheres: 41,35 anos (est. 2006)
- Número de pessoas com AIDS: 100.000 (6% da população - est. 2003)
- Taxa de alfabetização: definição: maiores de 15 anos que podem ler e escrever. População total: 57,5%; homens: 73,3%; mulheres: 41,6% (est. 2003)
- PIB (Produto Interno Bruto): US$ 2,911 bilhões (est. 2006)
- PIB per capita: US$ 1.000 (est. 2006)
- População abaixo do nível de pobreza: 80% (est. 2005)
- Número de estações de rádio: AM 0, FM 7 (2004)
- Número de estações de TV: 1 (2004)
- Principais recursos naturais: minério de ferro, madeira, diamantes, ouro, energia hidrelétrica
Como vocês podem imaginar, esta introdução demográfica tem por objetivo falar de mais um filme, chamado "O senhor das armas" (informações com spoilers aqui). Este filme foi lançado em 2005, e eu tive o prazer, à época, de vê-lo no cinema. Já vi o filme mais umas duas ou três vezes, sendo que a mais recente foi ontem, dia 26/01/2007.
Interessante notar como, recentemente, o "destino" (coisa na qual não acredito) me colocou frente a situações que envolvem, de uma maneira ou de outra, a África. Duas semanas atrás, quando ainda estava em MG, algumas coisas aconteceram neste sentido: tive contato com alguns africanos que estavam aqui visitando o Brasil, e tive de ajudá-los com traduções e indicações de lugares pra ir e coisas do tipo. Na semana passada, por duas vezes tive contato com africanos no meio da rua, que estavam também aqui em Brasília e estavam meio "perdidos", e lá fui eu auxiliá-los no que precisavam. Por fim, nesta semana que está terminando hoje, vi três filmes que têm como pano de fundo a situação política, econômica e social daquele continente.
Não irei comentar muito neste post sobre meus sentimentos em relação à África. Creio que, lendo o que escrevi sobre Ruanda e sobre Serra Leoa vocês, leitores, já poderão ter idéia do que penso sobre o assunto. Falando sobre o filme, ele mostra como um cara se torna traficante de armas e, mais que isso, deixa no ar a necessidade que os governos das "grandes potências" têm de ter "pequenos" traficantes de armas no ramo: sem tais traficantes, os governos perderiam dinheiro, pois seria politicamente incorreto vender armas pra ditadores ou pessoas do tipo. Sendo assim, o trabalho "sujo" ficaria com os traficantes de armas, mas as armas têm sua origem no próprio governo que diz combater o tráfico. Uma situação, ao que tudo indica (pelo que li sobre a criação do filme e sobre o tema), real.
O que me chamou a atenção nesta semana foi a maneira como os três filmes comentados aqui no meu blog se encaixam, especialmente os dois últimos. O filme Hotel Ruanda fala especificamente sobre o genocídio de 1994, e é claro que, pra haver genocídio, são necessárias armas e, para haver armas, é necessário dinheiro. Vale lembrar que, se não possui diamantes, Ruanda possui como recursos naturais ouro, cassiterita, tungstênio e metano, produtos que, de uma forma ou de outra, são extremamente valorizados no mercado internacional. Nas mãos de rebeldes, tais produtos fariam o papel que os diamantes faziam -- e ainda fazem -- em Serra Leoa e na Libéria. Enfim, voltando ao filme, Hotel Ruanda é mais específico, concentrando-se na questão do genocídio em si mesmo, mas deixa no ar este substrato de verdadeira podridão que levou ao próprio genocídio, além de deixar muito bem claro o desprezo do Ocidente com a miséria e com a desgraça da África.
Os outros dois filmes, Diamante de sangue e O senhor das armas, são mais conectados entre si. Apesar de serem filmes independentes um do outro, com diretores diferentes e atores diferentes, e até mesmo produdoras diferentes, é óbvio o relacionamento que os filmes têm entre si. Em primeiro lugar, Diamantes de sangue se passa em Serra Leoa, país vizinho da Libéria, no qual aproximadamente um terço da trama de O senhor das armas está situado. Além disso, em determinado momento do filme O senhor das armas Nicolas Cage (que faz o papel principal) está vendendo armas para o ditador liberiano, e este ditador quer que Cage venda armas também para a Frente Revolucionária Unida (RUF), de Serra Leoa. Fica clara a associação entre um ditador de um país e sua influência nos países vizinhos. O próprio Cage, ao vender as armas para a RUF, recebe como pagamento diamantes, que são o tema central de Diamantes de sangue.
Interessante também notar como os personagens foram construídos, e aí muito do mérito vai para roteiristas e diretores dos filmes. É claro que há o apelo hollywoodiano clássico: no início o personagem principal só quer saber de grana e fodam-se os outros, mas com o passar do tempo ele se situa naquela encruzilhada entre continuar ganhando grana mesmo sabendo que os outros estão se matando pelo seu dinheiro ou para com o "trabalho" devido a questões morais. Em ambos os filmes há também o caso amoroso, que não pode faltar em nenhum filme de Hollywood. No entanto, mesmo com tais clichês, os filmes deixam claro aquilo que todos nós sabemos, ainda que instintivamente, e que às vezes tentamos reprimir: o fato de que não dá mais pra gente olhar pro lado e fazer de conta que não temos nada a ver com a pobreza do outro. E, a meu ver, este é o mérito principal dos três filmes, qual seja, o de mostrar (explícita ou implicitamente) algo que o Paulo Coelho falou no seu blog e que achei extremamente interessante:
"A vida nos pede constantemente: 'participe!'. A participação é necessária para nossa alegria, mas também para nossa proteção. Quem se omite diante das barbaridades que vê está prestando serviço à força das trevas, e isto lhe será cobrado um dia.
"Há momentos em que evitamos a luta, sob os mais diversos pretextos: serenidade, maturidade, senso de ridículo. Vemos a injustiça sendo feita a nosso próximo, e ficamos calados. 'Não vou me meter à toa em brigas', é a explicação.
"Isto não existe. Quem percorre um caminho espiritual carrega consigo um código de honra a ser cumprido. A voz que clama contra o que está errado é sempre ouvida por Deus. Se o nosso irmão não tem mais forças para reclamar, é nossa vez de fazê-lo por ele."
Esta idéia está presente nos três filmes: a participação necessária para acabar com a injustiça. Em diversos momentos dos três filmes surgem frases que, em outras palavras, dizem "não vou ajudar o próximo porque o problema é dele e não meu, e eu não posso me meter na luta alheia". Os personagens, mesmo sabendo que moralmente devem intervir, não intervêm por motivos diversos, mas quase sempre se justificam com a frase acima. Para além de considerações espirituais e/ou religiosas, sobre as quais eu, por enquanto, me abstenho de escrever, tal ideário me chama a atenção porque reflete, claramente, a ideologia liberal em ação: tal ideologia defende como foco principal a defesa e a preservação das liberdades individuais na sociedade. Ou seja, se eu sou livre, se eu estou bem, se eu estou satisfeito, se eu isso, se eu aquilo... Tudo está bem, porque eu estou bem. O liberalismo, neste sentido, é uma ideologia que estimula o egoísmo, já que faz com que cada um olhe apenas para o seu próprio umbigo e desconsidere os laços que nos unem a todos -- ou alguém aí acha que as ações realizadas por traficantes de armas ou de diamantes na África não influenciam nossas vidas aqui no Brasil?
À guisa de conclusão, copio aqui alguns parágrafos da minha dissertação de mestrado. Tento mostrar que, por mais que o individualismo tenha aspectos positivos, como a constante evolução tecnológica decorrente da extrema competição entre os indivíduos, por outro lado há momentos em que deveríamos nos ver como membros de um único grupo -- o da raça humana --, e portanto, como grupo, temos de agir em conjunto para solucionar diversos problemas que nos afligem no momento -- seja a questão dos diamantes que financiam as armas que serão utilizadas em genocídios, por exemplo, ou a questão climática, tão em voga neste início de 2007. Independentemente do que for, não há mais possibilidade de concretização de um sistema de soma-zero, no qual o ganho ou perda de um participante do grupo é exatamente balanceado pelos ganhos ou perdas de outro(s) participante(s) do mesmo grupo. Chegamos a um ponto em que ou todos ganham, ou todos perdem.
"A temática da liberdade, oriunda do liberalismo político, é transformada em principal pilar da democracia liberal, e a essa temática é associada a idéia do capitalismo como o melhor sistema econômico que pode garantir a liberdade individual. Entre o estado e o cidadão deve haver um acordo que fixa claramente a cada uma das partes quais são suas obrigações: as regras da democracia liberal estão dispostas em leis, definidas e garantidas pelo estado. Essas regras, no entanto, são regras formais, pois se baseiam primordialmente na igualdade política existente entre os cidadãos. Tal igualdade política, sem dúvida, é importante, pois dá chance a todos os indivíduos de participar politicamente na tomada de decisões (ou, pelo menos, de participar em eleições).
"No entanto, a forma como essa igualdade, influenciada pelo capitalismo e por questões econômicas, é usufruída pelos cidadãos é desconsiderada, o que leva à conclusão de que a igualdade é, necessariamente, formal. A democracia liberal não condena as opressões na esfera privada, já que seu âmbito oficial de atuação é a esfera pública (ou política): a democracia liberal não pode nem deve interferir nos problemas da esfera privada, pois se assim o fizer deixa de ser liberal. A esfera privada dos indivíduos deve ser coordenada pelos mesmos em situações de mercado, sendo esse último a única instituição capaz de satisfazer os desejos dos indivíduos de maneira eficiente. Alega-se que “(...) não apenas a intervenção não é necessária, mas também que o estado não é responsável pela perpetuação dos arranjos opressivos no mundo privado” (Cunningham 2002, 70). A democracia liberal prioriza os direitos individuais em detrimento dos de grupo ou de classe, e ao mesmo tempo afirma ser incapaz de lutar por direitos universais, pois isto seria “insensibilidade” frente às diferenças entre grupos: o estado deve, por um lado, garantir a liberdade do indivíduo em atingir seus objetivos, e por outro deve trabalhar de forma isenta, como um mediador que faz com que a busca de soluções para os problemas individuais seja equilibrada entre os indivíduos que compõem determinada sociedade.
(...)
"Em suma: a ênfase dos liberal-democratas em garantir a liberdade dos indivíduos, considerando a igualdade política em segundo plano como algo dado e garantido, leva a diferenças notáveis entre os indivíduos. O capitalismo desregulado defendido pelos economistas clássicos, bem como pelos neoliberais da atualidade, garante uma igualdade política formal, onde a função do voto é destacada e considerada como a grande possibilidade de participação política. No entanto, a qualidade do voto não é levada em consideração, fazendo com que os votos daqueles que tenham mais recursos sejam votos “melhores” por serem mais informados ou mais conscientes. Além disso, mesmo que o voto tenha peso igual para todos, aqueles que dispõem de mais recursos são capazes de influenciar o voto de outrem, fazendo com que os mesmos não sejam tão livres quanto parecem em um primeiro momento.
"Não há como acreditar que a igualdade de possibilidades exista para todos na prática, já que os recursos econômicos disponíveis aos indivíduos não são iguais. Como citado anteriormente, aqueles que dispõem de mais recursos serão mais beneficiados pelos mesmos ao colocarem em prática suas ações, seja em âmbito político ou econômico, e a apresentação da liberdade como o bem supremo a ser perseguido pela democracia liberal apenas faz com que a diferença de recursos políticos e econômicos entre os que têm pouco e os que têm muito aumente com o passar do tempo."
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Esqueci-me de dizer
O filme "Diamante de Sangue" foi visto na última quinta-feira, dia 25/01/2007.
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Serra Leoa
Serra Leoa é um país da África Ocidental, limitado a norte e a leste pela Guiné, a sudeste pela Libéria e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. Durante o século XVIII, Serra Leoa foi um importante centro do comércio transatlântico de escravos. A capital, Freetown, foi fundada em 1792 pela "Companhia Serra Leoa" como um refúgio para os "negros ingleses" que lutaram pela Grã-Bretanha na guerra de independência dos Estados Unidos. Em 1808, a cidade de Freetown se tornou uma colônia do Império Britânico, e em 1896 o interior do país se tornou um protetorado britânico. Com o passar do tempo, as duas regiões (a capital e o interior) se uniram e obtiveram a independência em 1961. De 1991 a 2000, o país sofreu muito devido a uma guerra civil. Para terminá-la. a ONU e forças militares britânicas desarmaram 17 mil milicianos e rebeldes, na maior ação de manutenção da paz da ONU da década de 1990 (informações e imagens obtidas da Wikipédia).- População: 6.005.250 (est. 2006)
- Taxa de mortalidade infantil: total: 160,39 mortes/1.000 nascimentos; homens: 177,47 mortes/1.000 nascimentos; mulheres: 142,8 mortes/1.000 nascimentos (est. 2006)
- Expectativa de vida ao nascer: população total: 40,22 anos; homens: 38,05 anos; mulheres: 42,.46 anos (est. 2006)
- Número de pessoas com AIDS: 170,000 (7% da população - est. 2001)
- Taxa de alfabetização: definição: maiores de 15 anos que podem ler e escrever. População total: 29,6%; homens: 39,8%; mulheres: 20,5% (est. 2003)
- PIB (Produto Interno Bruto): US$ 5,38 bilhões (est. 2006)
- PIB per capita: US$ 900 (est. 2006)
- População abaixo do nível de pobreza: 68% (est. 2005)
- Número de estações de rádio: AM 1, FM 9 (2004)
- Número de estações de TV: 2 (2004)
- Principais recursos naturais: diamante, minério de titânio, bauxita, minério de ferro, ouro, cromita
Mais um filme assistido, desta vez no cinema. Chama-se "Diamante de Sangue" e tem como principal "atrativo" o ator Leonardo DiCaprio (que, por sinal, tem excelente atuação). E, após mais um filme sobre a situação na África, mais reflexões sobre a vida e, principalmente, sobre as reclamações sobre a própria vida. Informações sobre o filme (com spoilers) podem ser obtidas clicando-se aqui.
A situação em Serra Leoa parece ser pior do que a de Ruanda, pelo menos em termos estatísticos. A renda per capita de Ruanda é maior, de US$ 1.600 (mil e seiscentos dólares, ou R$ 3.408) por ano, enquanto a renda per capita de Serra Leoa é de US$ 900 (novecentos dólares, ou R$ 1.917) por ano. Os ruandenses devem estar extremamente felizes, pois ganham quase o dobro do que seus companheiros de continente. E olhem que Ruanda fica muito mais no interior da África do que Serra Leoa e tem muito menos recursos naturais...
Tirando a ironia de lado, este é mais um filme que nos faz pensar: como é possível o ser humano chegar a tal nível de vida? O filme mostra como a "Frente Revolucionária Unida" (RUF, em inglês), em nome da "libertação" do país, atacava, saqueava e dizimava aldeias no interior do país, matando pais e mães e ficando com os filhos pequenos, objetivando "convertê-los" à sua ideologia e utilizá-los como "crianças-soldado", ou seja, crianças que lutavam com armas e tudo o mais contra o governo estabelecido. Além disso, mais uma vez, o filme mostra o desprezo que as chamadas "potências ocidentais" têm pelo continente africano. A ONU e/ou ocidentais não aparecem diretamente no filme, mas são mostrados como os "brancos" que apenas têm interesses jornalísticos, econômicos, financeiros ou políticos no país, mas nenhum interesse social no sentido de melhorar a vida daquelas pessoas. (Apenas a título de curiosidade, acredita-se que existam entre 200 e 250 mil crianças-soldado na África nos dias de hoje. Crianças-soldado estão sendo usadas em conflitos armados ainda presentes no Burundi, na Costa do Marfim, na República Democrática do Congo, em Ruanda, em Serra Leoa, na Somália, no Sudão e em Uganda.)
O filme mostra, também, o que faz a indústria de diamantes: deixa claro que as empresas que compram os tais "diamantes de sangue" (assim chamados porque as milícias extraem os diamantes, que são contrabandeados para fora do país de maneira oficial ou extra-oficial, e o dinheiro recebido pela venda dos mesmos é utilizado na compra de armas para os conflitos) sabem da origem "sangrenta" de tais diamantes, mas não se importam com isso. Ainda, o filme mostra que as empresas são donas de grandes quantidades de pedras preciosas, mas as deixam guardadas em cofres para que o preço de revenda continue alto -- é a velha estratégia de segurar o produto pra que o preço suba. Dá até a impressão de que diamantes não são tão raros assim como se divulga.
Enfim, como disse antes, este filme é mais um que faz pensar. Sugiro fortemente a todos que assistam a tal filme e que tentem enxergá-lo para além de um mero "momento de diversão". O filme é longo, tem mais ou menos duas horas e quinze minutos (eu adorei isso), mas compensa e muito. Acredito que todos aqueles que se disponham a assistir ao filme tentando ver no mesmo "algo mais" sairão com a pulga atrás da orelha, e pensarão duas vezes quando visitarem lojas tais como Swarowski: será que as pedras preciosas ali à venda não financiaram um AK-47?
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Matheus Passos
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25 de janeiro de 2007
Sobre livros de Filosofia
É por estas e outras que as pessoas acham que a filosofia é algo inútil.
Como vocês bem sabem, estou lendo o livro intitulado "Temas de filosofia do direito: velhas questões, novos cenários". Olhando-se o sumário, o livro parece ser extremamente interessante: mostra como determinadas questões da filosofia do direito estão sendo vistas neste início de século XXI. Lendo-se a introdução, fica-se mais empolgado ainda com o livro.
No entanto, quando começamos a lê-lo, o livro torna-se cansativo. Anteontem li o primeiro capítulo, que fala sobre a questão da desobediência civil e sobre como a desobediência civil pode (e deve, na visão do autor) ser garantida constitucionalmente. O assunto é interessante, mas o texto não: o autor tem boas idéias sobre o assunto, mas não sabe expô-las de maneira atrativa para o leitor. Modéstia um pouco à parte, até eu, que tenho gosto por este tipo de leitura, achei o texto maçante. Fico imaginando um aluno de primeiro ou segundo semestre do curso de Direito: com certeza, tal aluno acharia o texto um saco, e com razão não iria querer lê-lo.
Hoje li o segundo capítulo. Fala sobre a questão da eficiência: como obter eficiência de uma lei? E, mais ainda, como coordenar a idéia de eficiência com a idéia de moral? Tema extremamente interessante se considerarmos dois pontos um tanto quanto contraditórios, quais sejam: 1) Toda lei deve ser eficiente, no sentido de efetivamente concretizar alguma coisa da melhor maneira possível para o maior número de pessoas possível (senão a todas); 2) Qual é a melhor maneira possível de se fazer algo para o maior número de pessoas possível (senão a todas)? O que eu acho correto pode não ser eficiente, em termos de gestão estatal (gasto de recursos públicos para se atingir um bem comum -- ainda que isto seja impossível). Por outro lado, o que o governo acha eficiente, em uma relação custo x benefício, pode não ser moralmente correto (não apenas pra mim, mas pra muitas pessoas). A autora do capítulo dois trabalha com tais idéias, que considero fundamentais nos dias de hoje na área da filosofia, da política e do direito.
No entanto, tenho certeza de que tais textos seriam vistos como extremamente chatos por alunos do curso de direito. E não é pra menos: ao invés de tratar a coisa de maneira direta, clara e objetiva, os autores acabaram "empolando" demais sua linguagem, transformando o que deveria ser um artigo acadêmico-educativo em um artigo que pode ser bem analisado apenas por aqueles que já são conhecedores do assunto, ou por aqueles que já têm uma boa base sobre os temas. Não houve a preocupação, dos autores, em esmiuçar os temas de modo que qualquer um pudesse ler os textos, compreendê-los e debatê-los. Ao meu ver, uma falha terrível, pois considero que o conhecimento deve ser distribuído a todos da maneira mais aberta possível, de maneira que todos possam compreender o que está sendo dito.
Para expor melhor o que quero dizer, pego aqui emprestadas algumas das idéias de Jörn Rüsen, divulgadas em seu livro Razão histórica. Foi um livro que li quando estava fazendo uma disciplina do doutorado em História na UnB, e que penso seriamente em adotar em todas as minhas disciplinas (por mais que, se eu fizer isto, tenho certeza, surgirão conflitos com os outros professores de metodologia).
Em determinada parte de seu livro, Rüsen destaca o que ele chama de critérios de verdade do pensamento histórico. Tais critérios são necessários para poder distinguir-se a história-“senso comum” da história-“ciência”: apenas quando determinada narrativa histórica atender a tais critérios de verdade poderá então ela ser considerada científica; caso contrário, nada mais será do que um artefato que não deverá ser tratado no âmbito da história, e sim da literatura. Rüsen destaca três pontos que irão verificar se determinada narrativa histórica pode ser considerada científica ou não. São eles: 1) O conteúdo experiencial; 2) A significação; 3) O sentido.
Irei passar direto pelos pontos 1 e 2, pois os mesmos não me interessam para o que quero destacar aqui. O importante é destacar o terceiro ponto, ou seja, a questão do sentido. Se não houver sentido em uma história, ou seja, se sua idéia principal não for claramente expressa, tal narrativa perde sua validade científica. Como o próprio Rüsen (2001, p. 120-1) afirma:
Como vocês bem sabem, estou lendo o livro intitulado "Temas de filosofia do direito: velhas questões, novos cenários". Olhando-se o sumário, o livro parece ser extremamente interessante: mostra como determinadas questões da filosofia do direito estão sendo vistas neste início de século XXI. Lendo-se a introdução, fica-se mais empolgado ainda com o livro.
No entanto, quando começamos a lê-lo, o livro torna-se cansativo. Anteontem li o primeiro capítulo, que fala sobre a questão da desobediência civil e sobre como a desobediência civil pode (e deve, na visão do autor) ser garantida constitucionalmente. O assunto é interessante, mas o texto não: o autor tem boas idéias sobre o assunto, mas não sabe expô-las de maneira atrativa para o leitor. Modéstia um pouco à parte, até eu, que tenho gosto por este tipo de leitura, achei o texto maçante. Fico imaginando um aluno de primeiro ou segundo semestre do curso de Direito: com certeza, tal aluno acharia o texto um saco, e com razão não iria querer lê-lo.
Hoje li o segundo capítulo. Fala sobre a questão da eficiência: como obter eficiência de uma lei? E, mais ainda, como coordenar a idéia de eficiência com a idéia de moral? Tema extremamente interessante se considerarmos dois pontos um tanto quanto contraditórios, quais sejam: 1) Toda lei deve ser eficiente, no sentido de efetivamente concretizar alguma coisa da melhor maneira possível para o maior número de pessoas possível (senão a todas); 2) Qual é a melhor maneira possível de se fazer algo para o maior número de pessoas possível (senão a todas)? O que eu acho correto pode não ser eficiente, em termos de gestão estatal (gasto de recursos públicos para se atingir um bem comum -- ainda que isto seja impossível). Por outro lado, o que o governo acha eficiente, em uma relação custo x benefício, pode não ser moralmente correto (não apenas pra mim, mas pra muitas pessoas). A autora do capítulo dois trabalha com tais idéias, que considero fundamentais nos dias de hoje na área da filosofia, da política e do direito.
No entanto, tenho certeza de que tais textos seriam vistos como extremamente chatos por alunos do curso de direito. E não é pra menos: ao invés de tratar a coisa de maneira direta, clara e objetiva, os autores acabaram "empolando" demais sua linguagem, transformando o que deveria ser um artigo acadêmico-educativo em um artigo que pode ser bem analisado apenas por aqueles que já são conhecedores do assunto, ou por aqueles que já têm uma boa base sobre os temas. Não houve a preocupação, dos autores, em esmiuçar os temas de modo que qualquer um pudesse ler os textos, compreendê-los e debatê-los. Ao meu ver, uma falha terrível, pois considero que o conhecimento deve ser distribuído a todos da maneira mais aberta possível, de maneira que todos possam compreender o que está sendo dito.
Para expor melhor o que quero dizer, pego aqui emprestadas algumas das idéias de Jörn Rüsen, divulgadas em seu livro Razão histórica. Foi um livro que li quando estava fazendo uma disciplina do doutorado em História na UnB, e que penso seriamente em adotar em todas as minhas disciplinas (por mais que, se eu fizer isto, tenho certeza, surgirão conflitos com os outros professores de metodologia).
Em determinada parte de seu livro, Rüsen destaca o que ele chama de critérios de verdade do pensamento histórico. Tais critérios são necessários para poder distinguir-se a história-“senso comum” da história-“ciência”: apenas quando determinada narrativa histórica atender a tais critérios de verdade poderá então ela ser considerada científica; caso contrário, nada mais será do que um artefato que não deverá ser tratado no âmbito da história, e sim da literatura. Rüsen destaca três pontos que irão verificar se determinada narrativa histórica pode ser considerada científica ou não. São eles: 1) O conteúdo experiencial; 2) A significação; 3) O sentido.
Irei passar direto pelos pontos 1 e 2, pois os mesmos não me interessam para o que quero destacar aqui. O importante é destacar o terceiro ponto, ou seja, a questão do sentido. Se não houver sentido em uma história, ou seja, se sua idéia principal não for claramente expressa, tal narrativa perde sua validade científica. Como o próprio Rüsen (2001, p. 120-1) afirma:
A narrativa histórica torna-se especificamente científica quando obedece a uma regra que imponha ao narrador (historiador) explicitar e fundamentar os critérios (as idéias) que determinam, para ele, a instituição de sentido, as seleções de fatos e significados que se fazem com eles e a síntese entre ambos. Como fator de constituição de sentido, as histórias têm sempre um “fio condutor”. (...) O caráter científico do pensamento histórico depende do modo como esses fios condutores organizam o conhecimento histórico.
Rüsen destaca também o fato de que apenas com a união destes três itens é possível determinar se dada narrativa histórica é científica ou não. Ela não pode apenas apresentar vestígios empíricos; também não pode apenas estar relacionada com os valores e as normas vigentes; ainda, não pode apenas ser apresentada como uma boa história, narrativamente falando. Apenas por meio da união destes três itens será possível definir como científica determinada narrativa, ou seja, apenas quando ela ao mesmo tempo apresentar dados empíricos, possuir significado normativo e valorativo e quando a exposição de suas idéias, ou seja, quando a historiografia, for feita de maneira concatenada, permitindo que o leitor efetivamente compreenda o que está sendo narrado.
Quero destacar a última frase: algo só é considerado científico se o texto for escrito de maneira concatenada, permitindo que o leitor efetivamente compreenda o que está sendo narrado. E a grande maioria dos livros de filosofia não é escrita assim! À exceção, é claro, de manuais básicos, introdutórios, que servem apenas para introduzir o aluno no mundo da filosofia (como o livro Convite à filosofia, de Marilena Chauí), a grande maioria dos livros específicos de filosofia do direito, que tratam de assuntos relevantes para a formação básica de um aluno de direito, são escritos em uma linguagem empolada, a qual não é compreendida pelo aluno do primeiro ou segundo semestre e que não é interessante para a mente já cristalizada do aluno do oitavo ou nono semestre (períodos em que, de maneira geral, a disciplina "Filosofia" é ministrada aos alunos dos cursos de direito, ou no início, ou no fim do curso).
Quer dizer, os próprios autores escrevem textos que são oficialmente direcionados para alunos do curso de direito, mas que na prática são compreensíveis apenas por aqueles que já têm um conhecimento básico sobre o tema. Se tal situação não for mudada, ou seja, se não se escreverem livros sérios sobre o assunto, mas com linguagem acessível, a filosofia continuará sendo vista como algo "inútil", que não serve pra nada, muito bem caracterizada por aquela situação em que alguém começa a falar demais e os outros já dizem "fulano tá filosofando". A filosofia é extremamente interessante e importante, não apenas para alunos do curso de direito, mas para todo e qualquer mortal, pois ensina a pensar. Faz "só" isso. Mas, repito, enquanto os livros e textos filosóficos forem escritos para os já "iniciados", a filosofia continuará sendo uma disciplina à parte, isolada, envolta em um mistério que impede que os outros a conheçam a fundo. Enquanto iniciativas tais como a de Jostein Gaarder, que escreveu O mundo de Sofia, ou a de Eduardo Bittar, com seu Curso de filosofia do direito, forem iniciativas pontuais, e não disseminadas no mercado editorial, a filosofia continuará sendo vista como algo "estranho" ao ser humano -- quando, na verdade, ela é intrínseca a todos nós. E depois reclamam que os alunos não se interessam pela leitura!
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Matheus Passos
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24 de janeiro de 2007
Ruanda
Hoje à tarde vi um filme chamado "Hotel Ruanda". Sugiro a todos que o vejam assim que possível. Informações preliminares (com spoilers) estão disponíveis aqui.Ruanda é um pequeno país montanhoso da África, encravado entre Uganda a norte, Tanzânia a leste, Burundi a sul e a República Democrática do Congo a oeste. Vejam no mapa onde o país fica: bem no meio da África (obs.: informações e imagem copiadas da Wikipédia).
O que mais me chamou a atenção não está apenas no filme: ao visitar a página sobre o país na Wikipédia, dei de cara com algumas estatísticas que me surpreenderam, por serem extremamente terríveis. Procurei, então, estatísticas mais atualizadas, e encontrei os seguintes números:
- População: 9.038.248 (2005)
- Taxa de mortalidade infantil: total: 89,61 mortes/1.000 nascimentos; homens: 94,71 mortes/1.000 nascimentos; mulheres: 84,34 mortes/1.000 nascimentos (2006)
- Expectativa de vida ao nascer: população total: 47,3 anos; homens: 46,26 anos; mulheres: 48,38 anos (2006)
- Número de pessoas com AIDS: 250.000 (2003)
- Taxa de alfabetização: definição: maiores de 15 anos que podem ler e escrever. População total: 70,4%; homens: 76,3%; mulheres: 64,7% (2003)
- PIB (Produto Interno Bruto): US$ 12,54 bilhões (2005)
- PIB per capita: US$ 1.500 (2005)
- População abaixo do nível de pobreza: 60% (2001)
- Número de estações de rádio: AM 0, FM 2 (2005)
- Número de estações de TV: 2 (2004)
A BBC, em uma reportagem, afirma que "cerca de 65% dos ruandeses estão abaixo da linha de pobreza - vivem com menos de US$ 1 por dia."
O PIB per capita de Ruanda coloca o país na posição nº 160 no mundo. Em média (é bom destacar: em média, o que significa dizer que nem todos ganham isso) cada habitante do país ganha US$ 1.500 (ou R$ 3.210) por ano. O IDH de Ruanda, de 0,450, coloca o país na posição nº 158 no mundo, em uma lista com 177 países.
Por que estou escrevendo estas coisas? Pra mostrar o quanto reclamamos da vida. Eu, que estou aqui escrevendo, bem como você, que está aí me lendo, reclama da vida o tempo todo. A reclamação maior é a falta de dinheiro, seja pra comprar um monitor de 19 polegadas LCD novo (foi minha reclamação de hoje de manhã), seja pra comprar um vestido que custa R$ 280 (foi a reclamação da minha irmã hoje), seja pra sair, se divertir, estudar ou fazer sei lá o que. Nós, brasileiros da "sofrida" classe média, reclamamos que o governo nos tira quase um quarto do que produzimos em um ano sob a forma de impostos. Reclamamos de tudo, o tempo todo. E nos esquecemos de que neste mesmo planeta em que habitamos existem pessoas que estão em situações muitíssimo piores que as nossas. Será que não é hora de pararmos de reclamar e fazermos alguma coisa para tentar melhorar nossas vidas -- nossas, do mundo inteiro?
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Matheus Passos
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Frases
Muito se fala de Paulo Coelho. Uns dizem que ele é o melhor autor do mundo, outros dizem que é o pior. Eu, pessoalmente, não levo muito em consideração o que "críticos" dizem sobre livros, revistas e filmes (a única exceção que levo a sério é o site Omelete, sobre cinema). Especificamente sobre o Paulo Coelho, eu li cinco livros dele: "O diário de um mago", "O alquimista", "Manual do guerreiro da luz", "O demônio e a srta. Prym" e o mais recente, "A bruxa de Portobello". Gostei de todos os que li, apesar de ter achado o último um tanto quanto superficial.
Mesmo assim, destaquei algumas frases no livro (eu risco mesmo) e, por achá-las interessante, irei publicá-las de quando em quando aqui no blog. Espero que tais frases ou trechos possam fazê-los refletir sobre determinados assuntos que eu considero importante.
"Ai daqueles que buscam pastores, ao invés de ansiar pela liberdade! O encontro com a energia superior está ao alcance de qualquer um, mas está longe daqueles que transferem sua responsabilidade para os outros. Nosso tempo nesta terra é sagrado, e devemos celebrar cada momento.
"A importância disso foi completamente esquecida: até mesmo os feriados religiosos se transformaram em ocasiões para se ir à praia, ao parque, às estações de esqui. Não há mais ritos. Não se consegue mais transformar as ações oridnárias em manifestações sagradas. Cozinhamos reclamando da perda de tempo, quando podíamos estar transformando amor em comida. Trabalhamos achando que é uma maldição divina, quando devíamos usar nossas habilidades para nos dar prazer, e para espalhar a energia da Mãe.
"(...) O mundo físico e o mundo espiritual são a mesma coisa. Podemos enxergar o Divino em cada grão de poeira, e isso não nos impede de afastá-lo com uma esponja molhada. O divino não parte, mas se transforma na superfície limpa."
COELHO, Paulo. A bruxa de Portobello. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2006. Pág. 20-21.
Mesmo assim, destaquei algumas frases no livro (eu risco mesmo) e, por achá-las interessante, irei publicá-las de quando em quando aqui no blog. Espero que tais frases ou trechos possam fazê-los refletir sobre determinados assuntos que eu considero importante.
"Ai daqueles que buscam pastores, ao invés de ansiar pela liberdade! O encontro com a energia superior está ao alcance de qualquer um, mas está longe daqueles que transferem sua responsabilidade para os outros. Nosso tempo nesta terra é sagrado, e devemos celebrar cada momento.
"A importância disso foi completamente esquecida: até mesmo os feriados religiosos se transformaram em ocasiões para se ir à praia, ao parque, às estações de esqui. Não há mais ritos. Não se consegue mais transformar as ações oridnárias em manifestações sagradas. Cozinhamos reclamando da perda de tempo, quando podíamos estar transformando amor em comida. Trabalhamos achando que é uma maldição divina, quando devíamos usar nossas habilidades para nos dar prazer, e para espalhar a energia da Mãe.
"(...) O mundo físico e o mundo espiritual são a mesma coisa. Podemos enxergar o Divino em cada grão de poeira, e isso não nos impede de afastá-lo com uma esponja molhada. O divino não parte, mas se transforma na superfície limpa."
COELHO, Paulo. A bruxa de Portobello. São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2006. Pág. 20-21.
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Matheus Passos
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Controle de Leitura
Até o momento, li dois livros neste ano, que são os seguintes:
1) "Russia under the old regime". Autor: Richard Pipes. 361 pág., em inglês. Início no dia 03 de janeiro, término dia 08 de janeiro.
2) "A bruxa de Portobello". Autor: Paulo Coelho. 293 pág., em português. Início no dia 22 de janeiro, término no dia 23 de janeiro.
Ontem (dia 23 de janeiro) iniciei a leitura do terceiro:
3) "Temas de filosofia do direito: novos cenários, velhas questões". Autor: Eduardo C. Bittar (org.). 260 pág., em português. Quando terminar de lê-lo, aviso por aqui.
1) "Russia under the old regime". Autor: Richard Pipes. 361 pág., em inglês. Início no dia 03 de janeiro, término dia 08 de janeiro.
2) "A bruxa de Portobello". Autor: Paulo Coelho. 293 pág., em português. Início no dia 22 de janeiro, término no dia 23 de janeiro.
Ontem (dia 23 de janeiro) iniciei a leitura do terceiro:
3) "Temas de filosofia do direito: novos cenários, velhas questões". Autor: Eduardo C. Bittar (org.). 260 pág., em português. Quando terminar de lê-lo, aviso por aqui.
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Matheus Passos
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Retorno!
Pois bem, eis que voltei à ativa aqui no blog. Desde domingo estava sem monitor, porque o flyback do meu queimou (aliás, de uma maneira bastante "assustadora", diria eu: fazendo uns barulhos muito estranhos, dando uns estalos e soltando uma fumacinha bacana, além de um cheirinho não muito bom...). Enfim, levei-o a uma loja aqui perto de casa, e os viadinhos não haviam me respondido até hoje de manhã. Mas como sou um pouquinho "chato", fiquei tanto no pé que o cara me deu uma resposta de quando o meu estará pronto (na próxima segunda-feira) e, além disso, me emprestou um outro monitor pra eu ir usando. O ruim é o tamanho: este emprestado é de 14 polegadas, e o meu é de 19 com tela plana... Então sintam o drama! Diferença drástica que me faz sentir saudades do meu "menino".
A partir de hoje, vou fazer aqui no blog um "controle de leitura": vou informar quando começo e quando termino de ler os livros que leio. Não é pra me exibir nem nada, como provavelmente alguns pensarão. Apenas quero manter um controle do que li e quando li neste ano de 2007. E se acharem que estou sendo metido, tenho uma solução simples: é só vocês pararem de ler meu blog :P
No mais é isso. Daqui a pouco escrevo mais.
A partir de hoje, vou fazer aqui no blog um "controle de leitura": vou informar quando começo e quando termino de ler os livros que leio. Não é pra me exibir nem nada, como provavelmente alguns pensarão. Apenas quero manter um controle do que li e quando li neste ano de 2007. E se acharem que estou sendo metido, tenho uma solução simples: é só vocês pararem de ler meu blog :P
No mais é isso. Daqui a pouco escrevo mais.
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Matheus Passos
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20 de janeiro de 2007
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