8 de junho de 2008

Economia

Um estudo recente conduzido por uma Universidade Federal mostrou que cada brasileiro caminha, em média, 1.440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Medica Brasileira mostrou que, em média, o brasileiro toma 86 litros de cerveja por ano.

Isso significa que, em média, o brasileiro faz 16,7 km por litro.

Isso me deixa muito orgulhoso de ser brasileiro!!!

Beleza

Hoje estou meio "filosófico", adepto a ficar olhando para certas imagens e "viajando" nos pensamentos. A imagem abaixo é uma delas.


Ouro de tolo

(Raul Seixas)

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

"Maioneses"...

Não são maioneses, são apenas expressões enigmáticas que têm por objetivo serem entendidas apenas por aqueles para quais tais mensagens se referem... ;)


Ódio ou admiração? (II)

(...) Em país após país, os judeus tinham de se registrar, eram reunidos e deportados, sendo os vários carregamentos dirigidos para um ou outro centro de extermínio no Leste, dependendo da capacidade relativa de cada um no momento; quando um trem carregado de judeus chegava a um centro, os mais fortes eram escolhidos para trabalhar, muitas vezes operando a máquina de extermínio, e todos os outros eram imediatamente mortos. Ocorriam problemas, mas pequenos. O Ministério das Relações Exteriores mantinha contato com as autoridades dos países estrangeiros que não estavam ocupados nem eram aliados dos nazistas, para pressioná-los a deportar seus judeus ou, conforme o caso, impedir que os evacuassem para o Leste desordenadamente, fora de sequência e sem a devida consideração pela capacidade de absorção dos centros de extermínio. (...) Os peritos legais elaboraram a legislação necessária para tornar apátridas as vítimas, o que era importante sob dois aspectos: tornava impossível para qualquer país inquirir sobre o destino deles, e permitia que o Estado em que residiam confiscasse sua propriedade. O Ministério das Finanças e o Reichsbank se prepararam para receber um vasto butim de toda a Europa, inclusive relógios e dentes de ouro. Tudo isso era classificado no Reichsbank e depois mandado para a Casa da Moeda prussiana. O Ministério dos Transportes providenciava os vagões ferroviários necessários, geralmente trens de carga, mesmo em tempos de grande escassez de equipamentos, e providenciava para que os horários de deportação não entrassem em conflito com o horário de outros trens. Eichmann e seus homens informavam aos Conselhos de Anciãos Judeus quantos judeus eram necessários para encher cada trem, e eles elaboravam a lista de deportados. Os judeus se registravam, preenchiam inúmeros formulários, respondiam páginas e páginas de questionários ereferentes a suas propriedades, de forma que pudessem ser tomadas mais facilmente; depois se reuniam nos postos de coleta e embarcavam nos trens. Os poucos que tentavam se esconder ou escapar eram recaputurados por uma força policial judaica especial. No entender de Eichmann, ninguém protestou, ninguém se recusou a cooperar.

ARENDT, Hanna. Eichmann em Jerusalém. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. Pág.130-1.


7 de junho de 2008

... de novo

... Porque às vezes tomamos decisões que se refletem nas vidas dos outros.

E porque às vezes tomamos decisões que só são realmente compreendidas no longo prazo.

E porque às vezes tomamos decisões que vão contra a vontade imediata, inclusive a nossa própria vontade, pensando no bem do outro.

E porque às vezes o outro não percebe que aquela decisão tomada é pelo seu próprio bem.

E porque às vezes nos passamos por chatos, indecisos ou como alguém que não quer nada com nada, porque aparentemente não nos comprometemos com nada.

E porque, para finalizar, às vezes as pessoas não percebem que o que fazemos (ou deixamos de fazer) tem conseqüências, e que, queiramos ou não, precisamos controlar nossas vontades e pensar nessas conseqüências, ainda mais quando elas envolvem o outro.

6 de junho de 2008

...

... Porque, por mais que tentemos, nunca iremos satisfazer totalmente outras pessoas. E também, por mais que tentemos, nunca iremos satisfazer totalmente a nós mesmos. A solução, portanto, é saber viver em equilíbrio com o que se tem, aceitando a realidade. Isso não é passividade: não falo para baixarmos a cabeça e nos resignarmos com tudo. Isso é aceitação: o reconhecimento de que, às vezes, precisamos passar por coisas ruins para podermos crescer na vida.

Tudo é uma questão de perspectiva.

Dilemas morais

(Original aqui.)

Dilemas morais

O que você faria se... Tente responder a 2 dilemas morais e descubra o que suas respostas (e a dos outros) dizem sobre a humanidade

No livro A Escolha de Sofia, de William Styron, uma prisioneira polonesa em Auschwitz recebe um "presente" dos nazistas: ela pode escolher, entre o filho e a filha, qual será executado e qual deverá ser poupado. Escolhe salvar o menino, que é mais forte e tem mais chances na vida, mas nunca mais tem notícias dele. Atormentada com a decisão, Sofia acaba se matando anos depois.

Dilemas morais, como a escolha de Sofia, são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. São encruzilhadas que desafiam todos que tentam criar regras para decidir o que é certo e o que é errado, de juristas a filósofos que estudam a moral.

Cada vez que um filósofo monta um sistema de conduta, procura algo que responda a todas as situações possíveis. O filósofo inglês John Locke (1632-1704), por exemplo, definiu o bem pela não-agressão, aquela idéia de que "minha liberdade começa onde termina a sua". Já Rosseau (1712-1778) considerava o certo a vontade geral, a decisão da maioria.

Agora os dilemas morais estão virando objeto de estudo de cientistas. E, para alguns deles, talvez os filósofos tenham trabalhado em vão ao se esforçar tanto para montar teorias morais.

É que, segundo novas pesquisas, raramente usamos a razão para decidir se devemos tomar uma atitude ou não. Analisando o cérebro de pessoas enquanto elas pensavam sobre dilemas, os pesquisadores perceberam que muitas vezes decidimos por facilidade, empatia ou mesmo nojo de alguma atitude. Duvida? A seguir, faça o teste com você mesmo, respondendo a 2 dilemas morais clássicos.

Um trem vai atingir 5 pessoas que trabalham desprevenidas sobre a linha. Mas você tem a chance de evitar a tragédia acionando uma alavanca que leva o trem para outra linha, onde ele atingirá apenas uma pessoa. Você mudaria o trajeto, salvando as 5 e matando 1?

Esse dilema moral foi apresentado a voluntários pelo filósofo e psicólogo evolutivo Joshua Greene, da Universidade Harvard.

"É aceitável mudar o trem e salvar 5 pessoas ao custo de uma? A maioria das pessoas diz que sim", afirma Greene em um de seus artigos. De fato, numa pesquisa feita pela revista Time, 97% dos leitores salvariam os 5. Fazer isso significa agir conforme o utilitarismo – a doutrina criada pelo filósofo inglês John Stuart Mill, no século 19. Para ele, a moral está na conseqüência: a atitude mais correta é a que resulta na maior felicidade para o máximo de pessoas.

Mas há um problema. A ética de escolher o mal menor tem um lado perigoso – basta multiplicá-la por 1 milhão. Você mataria 1 milhão de pessoas para salvar 5 milhões? Uma decisão assim sustentou regimes totalitários do século 20 que desgraçaram, em nome da maioria, uma minoria tão inocente quanto o homem sozinho no trilho. Além disso, o ato de matar 1 para salvar 5 é o oposto do espírito dos direitos humanos, segundo o qual cada vida tem um valor inestimável em si – e não nos cabe usar valores racionais ao lidar com esse tema.

Imagine a mesma situação anterior: um trem em disparada irá atingir 5 trabalhadores desprevenidos nos trilhos. Agora, porém, há uma linha só. O trem pode ser parado por algum objeto pesado jogado em sua frente. Um homem com uma mochila muito grande está ao lado da ferrovia. Se você empurrá-lo para a linha, o trem vai parar, salvando as 5 pessoas, mas liquidando uma. Você empurraria o homem da mochila para a linha?

Avaliando pela lógica pura, esse dilema não tem diferença em relação ao anterior. Continua sendo uma questão de trocar 1 indivíduo por 5. Apesar disso, a maioria das pessoas (75% nos estudos de Joshua Greene, 60% no teste da Time) não empurraria o homem. A equipe de Greene descobriu que, enquanto usamos áreas cerebrais relacionadas à “alta cognição”, isto é, ao pensamento profundo, para resolver o dilema anterior, este aqui provoca reações emocionais, mesmo nos que empurrariam o homem para os trilhos.

Uma versão mais bizarra desse dilema propõe uma catapulta para jogar o homem pesado nos trilhos – e, surpresa, a maioria das pessoas volta a querer matar 1 para salvar 5. Conclusão: estamos dispostos a matar com máquinas, mas não mataríamos com as mãos. Para Greene, a diferença nas respostas aos dois dilemas pode ser explicada pela seleção natural. Durante milhares de anos da nossa evolução, os seres humanos que matavam outros friamente atraíam violência para si próprios: eram logo mortos pelo grupo, gerando menos
descendentes.

Já aqueles que conseguiam se segurar conquistavam amigos e proteção, transmitindo seus genes para o futuro. Assim, ao longo dos milênios, criamos instintos sociais que nos refreiam na hora de matar alguém. Acontece que, na maior parte do tempo da nossa evolução, vivemos em cavernas e com lanças na mão, e não operando máquinas, botões ou alavancas. Isso faz com que nossos instintos sociais não relacionem o ato de apertar um botão ou puxar uma alavanca com o de jogar alguém para a morte – é por esse motivo que, para Joshua Greene, tanta gente mudaria a alavanca na situação anterior, mas não executaria o homem neste segundo dilema. “Os instintos sociais refletem o ambiente nos quais eles evoluíram, não o ambiente moderno”, afirma o cientista.

Ele dá outro exemplo. Achamos um absurdo não prestar socorro a alguém que sofreu um acidente na estrada, mas nos esquecemos rapidinho que milhares de pessoas morrem de fome na África. Para Greene, o motivo dessa disparidade também está nos instintos. “Nossos ancestrais não evoluíram num ambiente em que poderiam salvar vidas do outro lado do mundo. Da forma como nosso cérebro é construído, pessoas próximas ativam nosso botão emocional, enquanto as distantes desaparecem na mente.”

Para Greene, a diferença de atitudes mostra que os filósofos que lidam com a moral devem levar mais em conta a natureza do homem – não para agirmos conforme a natureza, mas para superá-la. Tendo consciência de que nossos instintos nos tornam capazes de matar friamente por meio de uma alavanca ou de ignorar genocídios distantes, temos mais poder para decidir o que é ou não correto.

Fonte: Revista Superinteressante junho/08

Piadinha (as mulheres não vão gostar)

Só por uma noite...

Um homem e uma mulher, que nunca tinham se encontrado, mas que  eram ambos casados com outras pessoas, foram alocados como passageiros numa mesma cabine de um trem transcontinental.

Embora inicialmente meio acanhados, envergonhados e desconfortáveis com aquela situação de compartilharem o mesmo aposento, ambos estavam muito cansados e caíram no sono rapidamente, ele no beliche superior e ela no inferior.

À 1:00 h da manhã, o homem se inclinou e gentilmente cutucou a mulher acordando-a dizendo:

- Desculpe-me o incômodo, mas você poderia pegar para mim no armário um cobertor extra? Estou morrendo de frio.

A mulher respondeu prontamente:
 
- Eu tenho uma idéia melhor. Somente esta noite, vamos fingir que eu e você somos casados?

Exclamou o homem:
 
- Uau! Esta é uma excelente idéia!

Respondeu a mulher:

- Ótimo! Então vá você mesmo buscar a porra do cobertor, seu merda!

Após um breve momento de silêncio, o homem peidou...
 
 

Pergunta eterna

Por que as pessoas acham que um elogio é a mesma coisa que dar em cima? Qual o problema em se fazer um comentário polido sobre a elegância de alguém e este alguém achar que você já quer "algo mais"? E mais ainda: por que cobram elogios se, quando estes são feitos, são mal interpretados e deturpados?
 
O povo é louco mesmo.