E lá vamos nós mais uma vez no trem. Mais 28 h de viagem...
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Enviado usando um telefone celular Sony Ericsson
11 de janeiro de 2008
De novo
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Matheus Passos
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11:55
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10 de janeiro de 2008
Voltando à ativa (II)
Vim para o hotel e já me programei pro dia. Ainda que eu tivesse ido dormir às 3:30 h da manhã, acordei às 8:15 h, fiz a barba, tomei café no hotel e zarpei pra cidade. Pelo menos isso deu pra fazer na Transiberiana à noite: ler sobre a cidade no guia turístico que comprei e programar o que seria feito nos dois dias em que ficaria aqui (ontem e hoje).
Tendo tudo pronto, e com o mapa da cidade na cabeça (decorei os mapas das três cidades), lá fui eu rodar pela cidade. O primeiro impacto foi o melhor possível: o meu hotel fica atrás do principal teatro da cidade, e em frente ao teatro está o prédio principal da universidade. Resultado: saí do hotel às 10:10 h da manhã e já me deparei com um monte de universitários (e, principalmente, universitárias ;) ) na rua. Melhor ainda: o hotel no qual estou faz parte de um centro comercial, o que, por um lado, é ótimo, pois tem tudo aqui do lado. Até mesmo um museu de pedras preciosas e semi-preciosas dos Urais tem aqui no prédio!
Mas não fiquei por aqui: aproveitei enquanto o joelho direito ainda não estava dolorido e saí pra caminhar. E como caminhei! Pelas minhas contas, andei por volta de 10 km ontem rodando pela cidade e vendo os pontos descritos no guia. Não pôde faltar a visita à praça com uma gigantesca estátua do Lênin e com algumas construções no gelo (a propósito, falo mais adiante); a visita a uma mini-represa no meio da cidade, com direito a caminhada sobre o lago congelado; visita a uma região da cidade que se tornou famosa devido aos diversos assassinatos que a Máfia realizou durante os anos 90; visita a algumas igrejas ortodoxas; fotos e mais fotos de prédios antigos; e por fim, mas não menos importante, visita ao lugar no qual os bolcheviques, em julho de 1918, mataram o czar Nicolau e toda a sua família (meus alunos do semestre passado sabem do que estou falando. Quem não souber assista ao desenho "Anastácia" que dá pra ter uma vaga noção. Ou deixem de ser preguiçosos e procurem na net, se quiserem saber.). Depois disso ainda rodei por algumas ruas, tirei algumas fotos e, lá pelas 16:30 h, quando estava começando a escurecer, voltei pro hotel e, antes de ir pro quarto, visitei o museu de pedras preciosas e semi-preciosas dos Urais, tirando um monte de foto (porque comprar que é bom estava impossível: o brinco mais simples custava o equivalente a 140 reais).
Neste passeio de ontem dois fatos nada relacionados à viagem aconteceram. O primeiro foi um encontro fortuito com dois brasileiros. Estou eu tirando fotos do lugar exato em que o czar e sua família foram mortos quando ouço alguns sons bem familiares. Tentei escutar melhor mais não deu, pois ambos estavam com uma proteção no rosto contra o frio (vocês não imaginam o quanto dói o nariz e o quão ressecados ficam os lábios quando a temperatura está muito baixa). E aí arrisquei, perguntando em inglês de onde eram. Confirmado: o casal (de amigos) é de São Paulo. Acabamos trocando algumas idéias e fomos nos aquecer na gigantesca catedral construída para celebrar o czar e sua família (que foram canonizados pela Igreja Ortodoxa). O casal está fazendo o trajeto inverso ao meu: foram a Moscou e São Petersburgo, aí pegaram a Transiberiana até aqui, depois iam pra Krasnoyarsk e pra Irkutsk, voltando pra Moscou de avião. Telefones devidamente trocados pra gente ver se agita alguma coisa quando eles voltarem pra Moscou.
O segundo fato foi, talvez, mais bizarro: sem querer, acabei sendo entrevistado por uma rede de TV local. Como já comentado aqui neste blog, o natal na Rússia acontece no dia 7 de dezembro, e a rede de TV estava na catedral filmando as diversas esculturas de gelo feitas atrás da catedral e filmando os fiéis que ainda iam à igreja, apesar de ser dia 9 e o natal já ter passado. Estavam eles perguntando pras pessoas como era o natal pra elas e porque elas vinham àquela catedral feita para o czar, e não pra outra catedral. E aí vieram perguntar pra mim. Devidamente identificado como estrangeiro, resolveram mudar o foco e perguntaram o que um brasileiro estava fazendo na Rússia quando a temperatura está na casa dos -20 graus. No fim do dia, quando estava no hotel, me vi na TV... Oh, que emoção! kkkkkkkkkkkkkkk
Rapidamente, sobre as construções no gelo: todos já devem ter visto aquelas esculturas feitas em gelo. Pois bem, aqui em Ekaterinburg eles fizeram não apenas esculturas, mas uma cidadela de gelo. E lá estou eu, feliz, alegre e contente tirando fotos e filmando a tal cidadela sem me dar conta de que eu estava no meio do gelo. E, quando menos percebi, cadê que meus dedos mexiam? E o pior é que só fui perceber isto quando fui tentar fechar a máquina e não consegui (e nem precisou que eu fechasse, pois com o frio ela parou de funcionar). E adianta ir pro sol? Bom, não custa tentar, mesmo sabendo que este "sol de meio-dia" daqui, no inverno, é a mesma coisa que nada... E realmente não adiantou nada. O jeito foi sair de dentro da cidadela e deixar os dedos se descongelarem por conta própria.
No fim do dia, já no hotel, além de me ver na TV, como já disse, fiquei jogando um pouquinho no computador antes de dormir. Além de rever as fotos já tiradas, os vídeos e reler mais um pouco o guia de viagem, pra ver se a programação de hoje estava realmente perfeita.
E estava. Saí do hotel novamente às 10:10 h e fui em direção aos 5 museus que pretendia visitar hoje. Cheguei no primeiro e estava fechado, sendo restaurado; fui ao segundo, fechado para restauração; fui ao terceiro e, felizmente, estava aberto, mas a exposição não era a permanente -- era de um cara lá, não me lembro do nome dele -- e as obras deste tal fulano eram muito fraquinhas: não fiquei nem uma hora no museu. Fui para o quarto museu, este sim interessante -- Museu da Fotografia, com várias fotos antigas da cidade e com algumas coisas sobre os "Old Believers" (explico isso depois também) --, mas o museu é muito pequeno e, em 30 min, já tinha visto tudo. Fui pro último museu que eu queria ver e, mais uma vez, fechado pra restauração. Uma frustração só, que foi rapidamente dissipada quando me dirigi para uma das maiores -- se não a maior -- livraria da cidade. Quem me conhece sabe como me comporto em uma livraria... Fiquei lá por mais de uma hora, vendo o tanto de coisa útil pra minha tese do doutorado e embasbacado com o preço dos livros -- incomparavelmente mais baratos que no Brasil. Um livro de capa dura com 1980 páginas por 600 rublos -- ou mais ou menos 46 reais, ou seja, de graça. Mas não comprei nada: apenas peguei os títulos dos livros que quero e vou ver se os encontro em Moscou -- afinal de contas, minha mala já está pesada e não quero mais carregar muita coisa.
Pra terminar o dia, fui a uma loja especializada em mapas (adoro mapas), mas mais uma vez dei de cara com uma porta fechada: a loja está em balanço e abre... Amanhã, quando vou embora. Uma pena, pois pessoas de Irkutsk me recomendaram esta loja como uma das melhores com mapas da Rússia. O jeito vai ser comprar mesmo pela internet e pagar pelo frete :(
Por fim, retornei ao hotel com meu joelho direito estourando de dor. Não sei o que aconteceu quando eu estava em Irkutsk, mas sei que, quando ando muito -- os 10 km de ontem e mais 12 km hoje, pelas minhas contas -- o joelho dói que só. Cheguei ao hotel relativamente cedo -- eram 15 h, ainda estava claro, sol "forte" para os padrões do inverno russo --, mas eu não estava mais conseguindo andar. Ainda queria dar uma rodada pela parte sul da cidade pra ver se encontrava alguma "surpresa" -- como aconteceu hoje quando fui bem para o oeste e encontrei uma igrejinha sendo restaurada, com a cúpula em ouro maciço --, mas realmente não dava. Então vim pro hotel e assisti ao "Poderoso Chefão III", que eu tinha trago pra ver e até agora não tinha tido oportunidade. Aproveitei pra escrever estas postagens todas e daqui a pouquinho já vou cair na cama -- afinal de contas, amanhã o trem sai às 7 h da manhã, o que significa que eu tenho de sair daqui no máximo às 6 h e, antes de sair, tenho de arrumar as coisas, tomar banho, fazer a barba, fazer check-out, e por aí vai... Então vou ficando por aqui, e até a próxima postagem!
Postado por
Matheus Passos
às
20:29
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Voltando à ativa (I)
Segundo, duas postagens com o mesmo título. Na verdade, eu ia fazer uma postagem só, mas quando comecei a escrever percebi que ela ficaria muito grande, resolvi dividi-la em duas. E como estou com preguiça de arrumar um novo título (além de ter uma certa dificuldade pra arrumar títulos pros meus textos), resolvi deixar assim mesmo que é mais fácil.
Meu sumiço se deu devido ao fato de eu estar, por 35 horas, dentro de um trem. Saí de Krasnoyarsk, no meio da Sibéria, e vim parar em Ekaterinburg, nos Montes Urais (aqueles montes que a gente aprende quando está na escola: "separam a Europa da Ásia"). Mas falarei sobre Ekaterinburg na próxima postagem. Esta aqui será só sobre a Transiberiana.
Há um porém em fazer a viagem nesta época do ano -- e este porém não é o frio, pois dentro do trem há calefação e dá pra ficar de bermuda e sem camisa, como eu fiz: o porém é que, em média, o dia fica claro às 9 h da manhã e escurece às 17 h, ou seja, perdemos algumas horas do nosso "dia normal" e, por isso, algumas coisas são impossíveis de serem vistas. A não ser, é claro, que você resolva descer do trem naquelas paradas em que o trem fica parado por mais de 5 minutos pra poder tirar foto dos lugares -- e, em consequência, durma mal e fique com o sono atrasado (como eu fiz, é claro).
Paisagens à parte, duas coisas chamam a atenção na Transiberiana: a pontualidade e a solidariedade. O trem vai fazendo várias paradas no caminho, e no trem há uma tabela com os horários em que o trem vai chegar nas estações, quanto tempo ele vai ficar e quando ele vai sair. E não é que o negócio funciona mesmo? Acostumado aos constantes atrasos no Brasil, mais uma vez vi esta tabela e achei impossível de ser cumprida. Pois o trem ia o tempo todo no tempo correto. No máximo atrasava um ou dois minutos pra chegar em uma estação, mas conseguia compensar no caminho. O tempo de permanência nas paradas foi estritamente seguido: se a parada era de 2 minutos, o trem ficava 2 minutos, não importando se quem tinha de entrar entrou ou não. Eu só me arrisquei a esticar as pernas naquelas paradas em que o trem ia ficar mais que 5 minutos -- e, mesmo assim, tentei não me afastar do meu vagão em nenhum momento. Vai que o trem vai embora e eu fico...
A segunda coisa que vale a pena mencionar é a solidariedade dos russos com seus companheiros de cabine. Viajei de segunda classe, na qual há uma cabine fechada com 4 camas, tipo dois beliches. Desta vez veio uma mulher e seu filho (surdo-mudo, tadinho do menino e de mim: como "falar" em russo com um surdo-mudo?). E lá fui eu, com minhas garrafas de água, suco, pão com manteiga e queijo e macarrão instantãneo pra poder passar a viagem. E na hora de comer, eis que a mulher monta a mesa (há uma mesinha entre as camas de baixo), enche de comida e fala pra eu esquecer a minha "comida ocidental", que ela iria dividir a comida dela comigo. Tímido do jeito que sou (é sério!), não quis aceitar, mas não houve como resistir: pão com geléia, com smetana (tipo um creme de leite que adoro), chá, um tipo de pepino que só tem aqui e que adoro, um bolo típico daqui feito de queijo que também adoro, bolachas... Enfim, um verdadeiro banquete. E em todas as refeições que fizemos no trem ela nunca me deixava comer a minha comida. Já tinha lido sobre isso (que os russos compartilham toda sua comida com seus companheiros de cabine) e, pela primeira vez, pude ver que é a realidade.
Outra coisa típica: as senhoras que ficam nas estações vendendo coisas e mais coisas. Tinha de tudo: desde comida e bebida até produtos artesanais feitos à mão. Pena que não havia nada que interessasse: a maioria dos produtos eram roupas feitas à mão para o inverno russo (e que, portanto, perdem todo o sentido de serem levadas pro Brasil pra serem usadas no nosso inverno). Só vi um artesanato típico da Sibéria em uma estação na qual o trem ia ficar só por 2 minutos... Nem deu pra comprar nada :( E tá certo que não há trens o tempo todo nas estações, mas como elas conseguem aguentar ficar o dia inteiro na estação naquele frio de matar? Incrível isto.
Mais uma coisa típica: os russos transformam o trem em sua casa. Esta mulher que dividiu a cabine comigo, por exemplo, assim que chegou trocou de roupa: tirou os casacos e as roupas de frio e colocou uma calça bem surrada, de se usar em casa, e uma camisa bem simples, além do seu chinelinho de flanela e meias rosa. Tirou a roupa do filho e o deixou de camisa sem manda e de cueca. Arrumou a mesinha como se fosse em sua casa, inclusive colocando um pequeno vaso com flores artificiais. Arrumou a cama e colocou até mesmo duas almofadinhas que ela trouxe consigo -- e que, com certeza, não seriam usadas como travesseiros, já que o trem dispõe dos mesmos. E não só ela como os demais "viventes" do trem: todo mundo com roupa de casa, xícara de casa, pantufas ou chinelos de casa, cabelo despenteado, andando pra lá e pra cá... O pior de tudo isso é aguentar o "CC" do povo, fedido que só. Também pudera! Três dias dentro de um trem sem tomar banho...
Duas curiosidades: 1) No banheiro não há um armazenamento químico ou coisas do tipo, como nos banheiros dos ônibus interestaduais no Brasil. Quando a gente aperta o pedal do vaso, o que a gente vê lá embaixo são mesmo os trilhos... 2) O trem viaja a uma velocidade média de 120 km/h entre as estações :) É, eu parei pra verificar a velocidade...
Bom, em resumo acho que é isto... Pelo menos o que me vem à mente agora. Se surgir mais alguma coisa eu escrevo depois.
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Matheus Passos
às
18:58
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Ainda vivo
Leitores queridos!
Começarei esta postagem do mesmo jeito que uma outra: dizendo que, para insatisfação de alguns e satisfação minha, eu ainda estou vivo. E não escrevi nada nos últimos dias porque estava fazendo a Transiberiana -- foram mais de 3 mil km nos últimos 6 dias. Destes, passei 3 deles dentro do trem.
Saí de Irkutsk no dia 5 às 12 h e cheguei em Krasnoyarsk no dia 6 às 11 h da manhã. Em Krasnoyarsk, por algum motivo, a internet não estava funcionando, e por isso não pude mandar nada. Também pudera: um frio danado, chamado "moroz" (cobrem de mim o que é isto quando eu voltar que eu explico), havia chegado na cidade no dia anterior. Disseram-me que um dia antes da minha chegada estava -35 graus. Eu peguei "só" -19, mas com o "moroz" é impossível fazer qualquer coisa fora de casa. Ainda consegui caminhar por uma hora e meia, mas voltei pra estação ferroviária (aqui tem um hotel em várias estações). No dia seguinte foi a mesma coisa: passeio a pé de 15 min, depois peguei um ônibus que rodou literalmente a cidade inteira e, duas horas depois, estava de volta no hotel. Poucas fotos e vídeos, já que, com o frio intenso, a máquina nem funcionou direito.
Às 14 h do dia 7 mais trem, dessa vez pra Ekaterinburg, onde estou agora. Cheguei aqui às 2 h da manhã de ontem, dia 9, e saio daqui às 7 h de amanhã, dia 11, pra chegar em Moscou às 10 h do dia 12.
A cidade de Ekaterinburg é ótima; quero voltar aqui de novo. O tempo por aqui está punk: ontem tava -19, hoje -22. Felizmente não tinha o "moroz", e por isso deu pra andar muito e tirar muitas fotos (ainda que eu tivesse de esquentar a máquina várias e várias vezes). Andei tanto que meu joelho voltou a doer muito, e tive de mancar bastante hoje :-(
Outra coisa meio chata é que os vários museus da cidade estão fechados. Tinha me programado pra ir a 5 museus hoje, e só consegui ir em 2. Uma pena! Mas significa que terei de voltar aqui -- bem como a Krasnoyarsk, já que não consegui ver quase nada por lá também... :-P
Enfim, em resumo está tudo ótimo. Acho que depois que chegar a Moscou vou poder postar as diversas coisas que tenho no computer... Pelo menos assim espero!
Uma última coisa: algumas pessoas reclamaram porque eu não atendi às ligações, mesmo estando ao lado do cel. Não vou atender mesmo, e por dois motivos: 1) Aqui a bina não funciona. Vai que liga alguém com quem não quero falar? 2) Mais importante: não vou pagar 4 reais por minuto só pra dizer como está indo a viagem... Sendo assim, se quiserem falar comigo mandem mensagem e, se merecer, eu respondo -- já que são 2 reais por mensagem pra eu mandar!
No mais é isto! Os detalhes sórdidos ficam pra depois... :-P
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Enviado usando um telefone celular Sony Ericsson
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Matheus Passos
às
18:41
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9 de janeiro de 2008
Voltou
Parece que a internet no meu cel voltou a funcionar. Tenho muita coisa pra postar, mas por enquanto só quero dizer que aqui é meio-dia, sol a pino, e tá fazendo -21 graus.
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Enviado usando um telefone celular Sony Ericsson
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Matheus Passos
às
11:57
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Apenas teste
--- Enviado usando um telefone celular Sony Ericsson
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Matheus Passos
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03:04
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7 de janeiro de 2008
Sem novidades
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Matheus Passos
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13:34
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6 de janeiro de 2008
Dúvida
Fiquei pensando: se fosse qualquer outra dupla, será que a audiência ia gritar e aplaudir do jeito que fez com a que venceu?
Sem dúvida que sim! É tudo manipulado mesmo, em qualquer parte do mundo...
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Matheus Passos
às
19:28
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Samba?
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Matheus Passos
às
18:47
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Frio em Krasnoyarsk
Como já disse, deixei as coisas no locker e me mandei pra rua. Como não coloquei o computer no locker, resolvi sair com ele nas costas pra "passear", já que não poderia deixá-lo no quarto após dois russos me terem visto usando-o antes de sair. E lá fui eu.
Peguei um trolebus e, logo após entrar em uma das principais ruas da cidade, desci pra começar a caminhar e tirar fotos, como fiz em Irkutsk. E lá fui eu, fotografando, filmando e caminhando. Andei pelos 3,5 km que a rua tem de extensão e, ao chegar ao final, resolvi voltar direto pro "hotel" aqui na estação, já que estava fazendo nada menos que -22 graus! Infelizmente não consegui tirar foto do termômetro com tal temperatura porque a máquina fotográfica não ligou, e eu não queria forçar e estragá-la. O máximo (ou seria mínimo?) que consegui fotografar e filmar foi -19 graus. Mas ainda tenho a esperança de amanhã fotografar com temperatura mais baixa.
Antes de voltar pra cá, ainda comecei a caminhada por outra das ruas principais, mas realmente estava difícil. O "moroz" veio com tudo e, além "dele", estava também ventando, ventando muito. Pouquíssimas pessoas andando pela cidade. Quando perguntei pra um senhor onde ficava uma igreja que eu queria fotografar, ele me respondeu, mas me disse também que eu poderia rezar em casa que, com este frio todo, Deus ia entender o por quê de eu não ter ido rezar na igreja. E no fim das contas tive de "abrir as pernas" e voltar pra cá. Saí daqui às 11:20 h, mais ou menos, e às 14 h já estava de volta. Hoje nem teve graça...
Mas teve o lado positivo. Quando cheguei, os dois russos mal encarados já tinham ido embora. Estava aqui um rapaz da Ucrânia, muito simpático. O trem dele só sairá às 18:20 h, então passamos a tarde inteira conversando sobre um monte de coisa. Foi o primeiro católico que encontrei durante toda a viagem.
Agora à noite vou ficar por aqui mesmo. Nem vou sair pra comprar comida -- ainda tenho suco, pão, queijo e chocolate que trouxe de Irkutsk. Vou me preparar pra amanhã de manhã dar outra caminhada, independentemente da temperatura -- afinal de contas, vir conhecer a cidade e ficar dentro do hotel é jogar dinheiro fora...
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Matheus Passos
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17:51
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