(Original aqui)
Quando o Banco Mundial divulgou seu Relatório sobre Assuntos de Governança, há poucos dias, o pessoal do governo federal classificou o estudo de “ridículo”. Todas as notas do Brasil pioraram.
No item “Eficiência de governo”, por exemplo, o Brasil caiu de 60,7 – nota obtida em 2003, primeiro ano do governo Lula – para 54,1 na avaliação do ano passado.
Ontem, depois de uma reunião do presidente Lula com vários ministros, o governo anunciou que estava desistindo de fazer via PPP (Parceria Público Privada) a recuperação dos trechos baianos das rodovias BR-116 e BR-324.
PPP é um sistema utilizado quando o empreendimento não é rentável, quando, por exemplo, o pedágio a ser cobrado para garantir o retorno do investimento fica muito caro. Nesses casos, o governo entrega a obra para uma empresa privada, mas paga parte do investimento e/ou subsidia o pedágio.
Bom, segundo o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o governo concluiu que aqueles dois trechos são rentáveis, a pedágios razoáveis, R$ 3,50 mais ou menos a cada 100 quilômetros.
Assim, vai fazer uma licitação simples para outorga de concessão, uma espécie de privatização direta. A empresa vencedora investe e se remunera com o pedágio.
Sabe há quanto tempo o governo estuda e modela essa falecida PPP? Há quatro anos.
Quatro anos para concluir que não precisa. E agora vai iniciar o processo de licitação simples. Acredita o ministro que até dezembro as licitações estejam feitas.
A propósito: as licitações para a concessão de outras sete rodovias federais também estão em estudos há quatro anos. Já foram prometidas para diversas datas. Ontem, aliás, deveria ter sido publicado o edital. Não deu. Ficou para agosto. É o enésimo adiamento.
Ou seja, ridícula não é a avaliação do Banco Mundial. Ridícula é a “eficiência” do governo.
Quando o Banco Mundial divulgou seu Relatório sobre Assuntos de Governança, há poucos dias, o pessoal do governo federal classificou o estudo de “ridículo”. Todas as notas do Brasil pioraram.
No item “Eficiência de governo”, por exemplo, o Brasil caiu de 60,7 – nota obtida em 2003, primeiro ano do governo Lula – para 54,1 na avaliação do ano passado.
Ontem, depois de uma reunião do presidente Lula com vários ministros, o governo anunciou que estava desistindo de fazer via PPP (Parceria Público Privada) a recuperação dos trechos baianos das rodovias BR-116 e BR-324.
PPP é um sistema utilizado quando o empreendimento não é rentável, quando, por exemplo, o pedágio a ser cobrado para garantir o retorno do investimento fica muito caro. Nesses casos, o governo entrega a obra para uma empresa privada, mas paga parte do investimento e/ou subsidia o pedágio.
Bom, segundo o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o governo concluiu que aqueles dois trechos são rentáveis, a pedágios razoáveis, R$ 3,50 mais ou menos a cada 100 quilômetros.
Assim, vai fazer uma licitação simples para outorga de concessão, uma espécie de privatização direta. A empresa vencedora investe e se remunera com o pedágio.
Sabe há quanto tempo o governo estuda e modela essa falecida PPP? Há quatro anos.
Quatro anos para concluir que não precisa. E agora vai iniciar o processo de licitação simples. Acredita o ministro que até dezembro as licitações estejam feitas.
A propósito: as licitações para a concessão de outras sete rodovias federais também estão em estudos há quatro anos. Já foram prometidas para diversas datas. Ontem, aliás, deveria ter sido publicado o edital. Não deu. Ficou para agosto. É o enésimo adiamento.
Ou seja, ridícula não é a avaliação do Banco Mundial. Ridícula é a “eficiência” do governo.
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