6 de janeiro de 2008

Transiberiana!

Como já havia dito anteriormente, ontem saí de Irkutsk à tarde (16:15 h) e vim pra Krasnoyarsk, fazendo, assim, a primeira "perna" da Transiberiana. Resolvi fazer o caminho em três partes não porque eu não dê conta de ficar 4 dias dentro de um trem (este é o tempo que se gasta de Irkutsk até Moscou), mas porque, se eu fosse direto, chegaria em Moscou no dia 09 às 4 h da manhã, sendo meio difícil para o Aleksei se encontrar comigo. Além disso, já que eu estou na Rússia, em um lugar "desconhecido" (já que nunca vim aqui), resolvi quebrar a viagem e conhecer outros lugares no meio do caminho.

Infelizmente, ontem não deu tempo de ir à outra igreja que eu queria visitar; ficará pra uma próxima vez que eu vier aqui (e podem ter a certeza absoluta de que virei). Acabou que de manhã eu fiquei arrumando minhas coisas, depois fiquei vendo TV (estava passando um programa interessante) e, quando vi, já eram 13 h -- e o trem saía às 16:15 h. Achei melhor não arriscar e fiquei o restante do tempo no albergue mesmo.

Uma coisa me chamou muito a atenção: a pontualidade do trem, tanto na saída quanto na chegada e também nas paradas. Logo que saímos, pontualmente às 16:15 h, como estava no bilhete, recebi um folheto falando da viagem e com os horários de chegada e de partida de cada parada. Tudo com hora e minuto certinho, inclusive o tempo exato em que o trem ficaria parado (1 minuto, 2, 3 ...). Logo que li, dei aquela risadinha do tipo "duvido", mas queimei a língua: em todos -- absolutamente TODOS -- os lugares, o trem chegava na hora marcada, ficava o tempo previsto e saía na hora marcada. O trem SEMPRE saiu no minuto exato marcado no papel -- eu sempre estava conferindo com o horário das estações, e sempre estava certinho. Estava marcado pra chegar aqui em Krasnoyarsk às 09:17 h da manhã -- e o trem parou exatamente às 09:17 h da manhã. Incrível. Bem que as "Ferrovias Russas" (é o nome da empresa) poderiam cuidar do transporte coletivo em Brasília...

No meio do caminho outra surpresa: a temperatura baixou ainda mais. Em Irkutsk ontem estava até gostoso, apenas -10 graus. No meio do caminho vi o termômetro em quatro oportunidades. Na mais baixa estava -32 graus. Tudo bem que era de noite, mas não imaginei que a temperatura fosse baixar tanto assim...

No trem foi tudo tranquilo. Eu estava meio preocupado com a questão da segurança, pois estou com todo o dinheiro em mãos e também com máquina fotográfica, celular e notebook, mas foi tudo tranquilo. A cabine possui quatro camas, como se fossem dois beliches. Abaixo das duas camas de baixo há lugar para malas, e é bastante seguro porque a pessoa só consegue te roubar se te acordar e te tirar da cama pra levantá-la e pegar a mala. Mas o meu lugar era em cima (e será nos outros dois trechos da viagem), então tive de colocar minha "pequena" mala de 20 kg e mais a mochila com mais 6 kg na parte de cima, onde há um espaço próprio pra malas, mas sem nenhum tipo de segurança. Enfim, não tinha o que fazer, as malas foram pra lá mesmo.

Em mais ou menos um terço da viagem eu tive a cabine todinha pra mim; em determinada cidade, que não sei qual é porque eu já estava dormindo, apareceram três russos (pai e dois filhos), que ocuparam os outros espaços. Mas não eram de muita conversa: apenas me cumprimentaram, pediram desculpas por terem me acordado e foram dormir. Eu também virei pro lado e dormi um pouco... Mas só um pouco, porque o pai roncava mais que um trator (expressão roubada de um amigo meu). O cara conseguiu me superar... E conseguiu tirar meu sono. Não dormi muito bem não apenas por causa do ronco dele, mas também porque a calefação devia estar meio bichada: ora muito quente, ora muito frio e, obviamente, eu ficava suando ou tremendo. Um saco.

Agora estou aqui na estação de trem de Krasnoyarsk. Não na estação! Eles têm nas estações um mini-hotel que dá pra quebrar o galho. Como vou ficar aqui só até amanhã, achei melhor ficar por aqui mesmo. É um pouco mais caro que a diária do hotel (no hotel seria 375 rublos e aqui eu tô pagando 480 rublos), mas compensa pelo fato de eu não pagar táxi pra ir hoje e pra voltar amanhã. Além disso, aqui tem lockers, de forma que minha mala de 20 kg tá lá embaixo, bem guardadinha, enquanto eu estou aqui meio que sentado na cama. E vou começar logo, logo, minha "expedição" pela cidade.


4 de janeiro de 2008

Desencontros

Hoje foi o dia dos desencontros. Por 3 vezes seguidas peguei ônibus errados e fui parar em lugares que não queria. Mas até que isso não foi um grande problema: para além do tempo e do dinheiro perdido, acabei conhecendo outras partes da cidade que não conhecia ainda.

O único problema hoje foi o frio. Além do normal, ou seja, baixa temperatura, hoje estava ventando muito, o que fez a temperatura baixar ainda mais. A temperatura normal era de -12 a -16, mas com o vento parecia uns 5 ou 10 graus a menos.

Há ainda algumas novidades, mas elas serão postadas apenas futuramente. Até porque amanhã começa "a" viagem pela Transiberiana, e terei muito mais pra postar por aqui... :)


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Dia meio sem graça...

Hoje o dia foi meio sem graça. Aproveitei a manhã pra dormir e descansar um pouco, já que os últimos dias foram bastante "agitados". Após almoçar no albergue, resolvi sair pra ver um dos últimos dois lugares que eu gostaria de ver em Irkutsk e que ainda não vi. Ambos são igrejas, e decidi ir hoje à mais longe do centro da cidade. Amanhã, antes de ir embora, posso ver a outra.

A única coisa de interessante é que, em frente a este monastério que visitei hoje, há uma estátua a um general que, durante a Revolução Russa, lutou do lado dos "brancos" (ou seja, daqueles que eram contrários à revolução). Interessante notar que aqui, lugar no qual viveram alguns dos primeiros revolucionários russos (como já disse em alguma outra postagem, sobre os "Decembristas"), a cidade cria um monumento para alguém contrário à Revolução Russa.

Bom, no mais é isso. Já vou dormir porque amanhã quero acordar cedo pra arrumar as minhas coisas (não estão bagunçadas, mas arrumar mala sempre é um saco pra mim) e pretendo, como já disse, visitar a outra igreja antes de ir embora da cidade.


3 de janeiro de 2008

By myself

E eis que o alemão se foi. Eu o acompanhei o dia inteiro -- não porque eu estivesse tão apegado assim a ele, hehehe, mas porque ele ia fazer algumas coisas que muito me interessavam porque eu nunca as fiz. Primeiro ir à estação pegar o bilhete do trem; segundo, pegar o próprio trem. Aprendi como descobrir em que plataforma o trem pára, como descobrir o número do vagão do trem e como descobrir o lugar que vou ocupar no trem. Ainda que já tenha andado de trem aqui na Rússia, não havia feito isso por conta própria: sempre alguém via estas coisas pra mim. Assim, foi interessante acompanhá-lo pra aprender (finalmente) a fazer tudo isso -- já que depois de amanhã é a minha vez de fazê-lo.

Tirando isso, nada mais de novo nesse dia. Andamos pelo centro da cidade, pois ele queria tirar umas fotos de algumas coisas por lá, comemos na "Blinnaya" -- uma pequena lanchonete na qual vendem "blinnis" (panquecas) a um preço irresistível (eu comi quatro porções -- estava com fome -- e paguei o equivalente a R$ 6), passamos mais uma vez na Praça Kirov, pra tirar umas fotos e fazer uns vídeos, e, quando a névoa começou a ficar muito forte e o vento começou a ficar mais forte, voltamos pra estação ferroviária.

A única coisa "nova" neste dia foi que, na hora de voltar, peguei um ônibus que rodou a cidade inteira antes de passar em frente ao albergue. Resultado: cheguei uma hora e vinte depois do que eu queria... Mas tudo bem. Não tinha nada pra fazer mesmo... E foi bom pra "testar" como eu me viro sozinho, sem ninguém ao meu lado (afinal de contas, nestes dias todos o Uwe me acompanhou em tudo que fui fazer).


Porquinhos...

Os europeus são mesmo meio porquinhos. Meu colega Uwe está no mínimo há dois dias sem tomar banho. E isso tudo depois das inúmeras peripécias pelas quais passamos, já contadas aqui. E agora ele está se preparando pra ir embora -- vai hoje para Novosibirsk, há 30-33 horas de trem daqui -- e tá mais catinguento que não sei o que...


Dia ótimo

O dia hoje, mais uma vez, foi ótimo! Uwe e eu saímos bem cedo do albergue, por volta das 6 h da manhã, e fomos direto pra estação de trem. Lá pegamos um trem pro sul do Lago Baikal. O trem ia direto pra cidade de Slyudyanka, e nós íamos também para esta cidade... Porém de uma maneira um pouco "diferente": a pé.

Depois de 3 horas no trem (é um trem suburbano que pára em tudo quanto é lugar; demoramos esse tempo todo pra andar 200 km), descemos em uma cidade antes de Slyudyanka chamada Kultuk. Cidade pequena, apenas 2 mil habitantes, sem muita coisa pra ver ou fazer. Andamos uns 10 min a partir da estação e vimos novamente o Baikal. Porém, ainda estava meio nublado e praticamente sem sol, e por isso resolvemos não perder tempo: fomos direto ao local no qual se alugam equipamentos de inverno e alugamos dois pares de esquis. Em seguida, bússola em mãos, mapa na cabeça, despachamo-nos em direção a Slyudyanka.

Nos primeiros 10 minutos parecia que ia ser muito fácil: sem muitas montanhas nem nada, uma pequena planície que conseguimos rapidamente vencer. Em seguida, no entanto, começou o sofrimento: montanhas e mais montanhas pra subir e descer. E o mais "legal" é que, na hora de descer as montanhas, não dava pra descer no esqui: tivemos de tirá-los e carregá-los enquanto subíamos e descíamos as montanhas, com o pé afundando na neve e esta chegando até o joelho.

E outra coisa "muito" legal pra mim: minha bota não é pra este tipo de coisa. Digamos que ela seja uma bota bem "urbana", feita apenas pro asfalto e pra neve no asfalto. Ou seja, ela não tem aqueles grifos no solado que permitem à bota ficar presa na neve enquanto o caboclo caminha. Resultado: pra cada metro que eu tentava subir nas montanhas, escorregava uns dois ou três... Na subida o Uwe (alemão que estava comigo) disparava, pois a bota dele era pra escalada... Em compensação, na descida eu o alcançava, pois a minha bota escorregava mais que tudo.

Tudo estava nos conformes quando, de repente, nos deparamos com um riozinho. Que ótimo! Água límpida e geladinha pra gente beber. Acabou-se a sede, encheram-se as garrafinhas, e lá fomos nós seguindo o riozinho... Que se transformou num rio... Que se transformou em algo com uns 20 metros de uma margem a outra. Problema nenhum, não é mesmo? Vocês que pensam! Esperimentem andar em um frio de uns -15 graus ao lado de uma massa de água razoável... Caracas, hoUwe momentos em que eu nem sentia mais meu pé, nem a ponta do meu nariz e nem o meu queixo... Tive de tirar o lanço do bolso não pra limpar o nariz, mas pra aquecê-lo na medida do possível, porque não aguentava mais de dor. O Uwe também não aguentou: perguntou se eu tinha um outro capuz porque ele já não conseguia mais ver nada, por causa da neve que caía, e ainda tinha de segurar os esquis... E agora era o nariz congelado que não o permitia andar direito. Punk demais! Pelo menos um lado positivo -- os sucos que levamos estavam beeeem geladinhos, uma delícia pra beber... :P

O trajeto todo foi de 8 km e durou mais ou menos 6 h. Chegamos a Slyudyanka por volta das 15:30 h. Já estava começando a ficar meio escuro, mas mesmo assim deu pra tirar umas fotos da cidade e do lago. Ainda andamos bastante na cidade, comemos um pouco e descansamos na estação de trem vendo "King Kong" (o novo) em russo. Em seguida fomos para a "gigantesca" rodoviária, pois o trem de volta pra Irkutsk sairia apenas ás 20 h e não queríamos demorar tanto pra chegar em casa. Saímos de lá por volta das 18:30 h e chegamos a Irkutsk lá pelas 20:45 h.

Aí foi outro sofrimento. A lotação nos deixou na estação de trem, e lá fomos nós pegar outra lotação pro albergue. Porém, os primeiros 8 dias de janeiro aqui na Rússia formam uma semana de feriado, o que significa dizer que há menos ônibus, menos bondes e menos lotações... E aí o sofrimento recomeçou: a estação de trem de Irkutsk fica bem próximo ao rio. E nós tínhamos acabado de sair da lotação quentinha, quase dormindo, e fomos "jogados" na rua em um frio de -16 graus... Pés, mãos e ponta do nariz congelando, quase que literalmente. Pegamos um bonde pra uma parte da cidade chamada "Studgorodok" (mais ou menos como "cidadezinha dos estudantes", um bairro) e lá ficamos ainda uns 20 min esperando outra lotação até oa albergue. Cheguei aqui sem sentir os dedos dos pés e a ponta do nariz -- o que é meio perigoso, pois se o frio passar de certo limite a parte congelada literalmente morre e o indivíduo a perde.

Mesmo assim, com todas as dificuldades, o dia foi ótimo. Nunca havia me imaginado atravessando florestas com neve no chão e neve no ar (ou seja, enquanto estava nevando), mas lá fui eu. Espero poder repetir a dose da próxima vez, já que o trajeto de 30 km que eu ia fazer teve de ser cancelado devido ao fato do Lago Baikal não estar completamente congelado... :(


Ausência

Calma, pessoal! Diferentemente do que muitos gostariam, eu não morri congelado. Pelo menos não até agora! Hoje cheguei perto -- estava -13 graus, e eu tive de andar por uns 40 min na beira de um rio. Foi horrível, porque o frio se torna intenso e a sensação, de acordo com um termômetro, era de -30. Mas eu sobrevivi.

Mas, para além de vir aqui falar do frio, gostaria de dizer que, como sempre acontece quando estou viajando, não quero saber muito de internet -- ainda mais quando estou em um território que não conheço. Pra que vocês tenham uma idéia, em 5 dias de viagem já tenho quase 6 giga de fotos e de vídeos, que aparecerão no Youtube logo, logo.

Isso não quer dizer, entretanto, que não vou escrever as novidades aqui. Cada dia escrevo um monte, e tá tudo guardado no meu computer. Não se assustem se um dia vocês aparecerem aqui e houver muitas e muitas postagens!

Pra terminar, dois fatos que não têm nada a ver um com o outro. Primeiro, obrigado a todos aqueles que vêm visitando meu blog neste um ano de vida. Special thanks pra Chuzita, leitora assídua e inspiração pra algumas postagens (quase sempre depois de uma boa briga pelo msn). Segundo, hoje, enquanto andava na neve por 8 km, subindo e descendo montanhas branquinhas, branquinhas, vi uma locomotiva e os vagões atrás. Achei o comboio "um pouco" grandinho, e parei pra contar: a locomotiva estava puxando nada menos do que 87 vagões com madeira, petróleo e gás natural. Fiquei totalmente abismado! Assim que possível, fotos aqui no blog.


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2 de janeiro de 2008

Lago Baikal de novo!

Parece que vai dar tudo certo pra ver o lago novamente. Daqui a pouco Uwe e eu sairemos em direção a Slyudyanka, ao sul do lago Baikal!

:D


1 de janeiro de 2008

Antes de dormir... Ano Novo na Rússia

Agora há pouco comemoramos o ano novo. Até fiz uma postagem anterior, usando o celular e falando que nós fomos os terceiros no mundo a receber o ano novo, já que estou no terceiro fuso horário a partir da linha que divide um dia do outro.

Mas, para além disso, gostaria de escrever um pouco sobre como os russos comemoram o ano novo: com muitas semelhanças em relação ao nosso natal.

Os russos são ortodoxos, o que significa dizer que eles não comemoram o natal no dia 25 de dezembro. Aliás, lembro-me de outra vez em que estava aqui nesta época do ano: foi muito estranho ver os russos seguindo suas vidas normalmente nos dias que antecedem o natal e no próprio natal. Um dia útil como outro qualquer. Para eles, o natal é no dia 7 de janeiro, pois, ainda que sigam o "nosso" calendário, eles continuam comemorando o natal com 13 dias de "atraso", como era até os últimos dias do Império Russo.

Bom, fato é que para o ano novo os russos montam uma espécie de "árvore de natal" e dão presentes uns aos outros. Interessante ver como o poder político é influênciado pelas tradições: quando surgiu a União Soviética, eles não podiam simplesmente acabar com a festa de natal e com todo o simbolismo presente nela, ainda que a URSS se declarasse "um estado ateu" (e não laico -- interessante a diferença, escrevo sobre isso depois). Como não podiam simplesmente acabar com uma tradição por decreto, os líderes transferiram o simbolismo de uma festa religiosa para uma festa laica -- afinal de contas, em princípio o ano novo não tem nada de religioso ligado a si próprio. Assim, todo o simbolismo da árvore de natal e do dar presentes foi transferido para o ano novo. Some-se a isso uma "tradição" de 70 e poucos anos fazendo isso, e pronto... Até hoje é assim.

Aqui no albergue não houve o dar presentes, já que ninguém sabia exatamente quantos estariam aqui presentes. Mas houve uma pequena árvore de natal e comilança, muita comilança. Acho que os donos do albergue resolveram "abrir a mão" e as garotas que tomam conta fizeram comidas e mais comidas pra nós. No momento estão aqui no albergue um canadense que fala, além de inglês e francês, alemão e russo; um sul-coreano que fala inglês e russo; o alemão, falando russo e eu. Além, é claro, das três garotas que se alternam no comando do albergue.

Na mesa estão as comidas "tradicionais" do ano novo, o que os russos chamam de "salada": em um prato há uma "salada" de peixes, com atenção especial para o omul e para a nerpa, típicos do lago Baikal (e que, claro, não vou comer, pois não como animais em decomposição); outra "salada" é feita de uma espécie de feijão que eu não conhecia, e que o sul-coreano trouxe de lá, juntamente com arroz e macarrão; e a última "salada" é feita de batata, cenoura, beterraba, couve-flor, milho, ervilha e coisas do tipo, tudo cozido. Todas as três "saladas" têm sua "liga" formada com maionese -- sem sal, não sei o por quê (e dá-lhe Matheus tacando sal na comida). Além disso, há também o pão, que não pode faltar, frutas -- banana, laranja, maçã e abacaxi --, dois tipos distintos de queijo e chocolate. Para beber, além da champanhe, uma garrafa de Martini e algumas (ou várias!) doses de vodka, é claro.

Enfim, a festinha foi bem legal. O sul-coreano é uma figura, contando piadas o tempo todo. E cada um contou -- em russo, é claro -- como se comemora o ano novo em seus respectivos países. Um intercâmbio cultural e tanto!


Feliz 2008

Feliz Ano Novo a todos aqueles que lerem esta postagem. Direto da Rússia às 02:26 h da manhã do dia 1 de janeiro de 2008. Estou na terceira região a primeiro chegar ao Ano Novo :D


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